Jaguar Land Rover inicia testes reais de tecnologias conectadas e autônomas

Da Redação

jlrtechshowcaseoverheadroadworkassist09 (2)A Jaguar Land Rover planeja criar uma frota de mais de 100 veículos de pesquisa ao longo dos próximos quatro anos para desenvolver e testar uma ampla gama de tecnologias de condução conectada e autônoma ( Connected Autonomous Vehicle – CAV). Os primeiros testes do gênero estão programados para ocorrer ainda este ano em um percurso de 41 milhas (66 quilômetros) nas estradas e vias urbanas em torno de Coventry e Solihull, onde estão situadas duas fábricas da empresa.

Os testes iniciais envolverão tecnologias que permitem a comunicação de veículo para veículo, permitindo alertas sobre interferências em rodovias, canteiros de obras, semáforos, entre outros. O compartilhamento de informações entre dois ou mais veículos permitiria que, no futuro, ações como mudança de faixas e tráfego em cruzamentos sejam realizados de forma fácil e mais segura.

ROADWORK ASSIST

É uma tecnologia que, por meio de câmeras stereo, é capaz de gerar uma visualização 3D da estrada à frente e, em conjunto com um software avançado de processamento de imagem, é capaz de reconhecer cones e barreiras.

O sistema poderá detectar quando o veículo se aproxima do início de um trecho em obras, identificar o caminho ideal e mais seguro entre lugares em construção e contrafluxos, além de informar o condutor de que seu caminho adiante apresenta alguma situação de risco.

SAFE PULLAWAY

Ficar muito perto do veículo à frente em engarrafamentos ou ao trafegar por cruzamentos é uma causa muito comum de acidentes de trânsito. Colisões a baixas velocidades como pequenas batidas nas paredes durante uma manobra de estacionamento em garagens apertadas também.

Como forma de evitar esse tipo de situação, a Jaguar Land Rover também trabalha no desenvolvimento de um sistema de assistência ao motorista Pullaway Safe, que utiliza a câmera stereo dos veículos para monitorar a área imediatamente à sua frente. Se objetos como outros veículos ou paredes são detectados, o sistema monitora os níveis de aceleração do veículo ou mesmo a marcha atual, analisa essas informações, julga se há risco de colisão e, se sim, pode acionar automaticamente os freios do modelo e enviar um aviso sonoro de perigo ao motorista.

OVER THE HORIZON WARNING

É parte de um projeto de pesquisa de teste de dispositivos que usam sinais de rádio para transmitir dados relevantes de um veículo para outro. Se os automóveis forem capazes de se comunicar de forma independente entre si, motoristas e carros autônomos poderiam ser avisados dos perigos e obstáculos ao longo do caminho ou em curvas cegas.

EMERGENCY VEHICLE WARNING

Permite que ambulâncias, carros de polícia ou carros de bombeiros se comuniquem com outros veículos na estrada. Essa transmissão de informações entre veículos permitiria que os demais condutores liberassem o tráfego para emergência ou tomassem decisões com maior antecedência antes mesmo de ouvir as sirenes ou visualizarem as luzes de alerta de uma ambulância, o que torna uma situação como essa muito mais segura para todos.

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Fotos: Divulgação / Jaguar Land Rover

Nissan confirma vendas do GT-R 2017 para julho no Japão

Da Redação

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A Nissan Motor Co., Ltd. confirmou o início das vendas do Nissan GT-R 2017 no Japão para 27 de julho. O modelo renovado foi exibido naquele país no dia 1º de abril em um lançamento oficial. O novo Nissan GT-R traz visual novo tanto no interior quanto externamente, além de melhorias na performance, nos equipamentos e na experiência de dirigir. São as mais significativas mudanças no modelo desde sua introdução, em 2007.

O motor biturbo 3.8-litro V6 de 24 válvulas do GT-R de 572 cv – cada unidade trabalhada por seu próprio técnico de Takumi – agora entrega 419 kW (570 PS) a 6800 rpm e 637 Nm (65.0 kgfm) de torque a 3300-5800 rpm sem comprometer a economia de combustível. O motor revisto vem acoplado a uma transmissão de 6 velocidades de dupla embreagem, que apresenta mudanças mais suaves e níveis de ruído reduzidos.

Nissan confirma vendas do GT-R 2017 para julho no Japão

O painel de instrumentos é inteiramente novo e coberto com couro de alta qualidade, artisticamente costurado com precisão Takumi. A forma do painel adota um “fluxo horizontal”, que proporciona uma sensação de maior estabilidade para os ocupantes do banco da frente do carro, enquanto a linha a partir do painel de instrumentos do console central proporciona um ambiente distinto orientado para o condutor atrás do volante. Um monitor de tela touch de 8 polegadas apresenta grandes ícones na tela de exibição para torná-lo fácil de operar, enquanto um novo controle de comando de visualização, localizado no console central em fibra de carbono, também permite uma operação fácil.

Nissan confirma vendas do GT-R 2017 para julho no Japão

O modelo será vendido no Brasil sob encomenda.

Nissan confirma vendas do GT-R 2017 para julho no Japão
Fotos: Divulgação / Nissan

GLE 63 Brabus 850 chega ao Brasil

Da Redação

imagem_release_699347 (2)Quem quer um SUV com um alto desempenho já tem escolha: O GLE 63 Brabus 850 já pode ser encomendado no Brasil.

A preparadora basicamente não mudou muito a aparência geral do carro em relação ao GLE 63 Brabus 700 (de 700cv), exceto por um par de elementos de fibra de carbono aqui e ali. Foram adicionadas também maciças rodas monoblock de 23 polegadas, substituindo as de 21 ou 22, opções para o modelo de 700cv. A aparência do GLE 63 Brabus pode também ficar mais “sombria”, mesmo que seja todo branco – e isso é parte do apelo da marca para seus clientes.

imagem_release_699354 (2)Com relação ao desempenho, o GLE 63 Brabus 700 oferece 700 cv e 960 NM de torque. Em linha reta, ele chegará a 300km/h – e isso é uma velocidade máxima bem impressionante para um carro que pesa quase 2,4 toneladas.

Mas se isso ainda não é o suficiente, o GLE 63 Brabus 850 com motor 6.0 Biturbo tem 850 cavalos e uma força de 1.450 Nm de torque, resultando em um 0 a 100km/h de apenas 3,8 segundos e uma velocidade máxima limitada eletronicamente de 320km/h.

Todos os componentes são manufaturados em OEM Quality. A garantia é de dois anos ou 100.000 km. O preço é R$2,7 milhões.

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Fotos: Divulgação / Brabus

 

Peugeot 208 1.2 três cilindros mostra fôlego nas estradas

José Oswaldo Costa* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 08/07/16)

Vei5 - Divulgação - Peugeot - Pedro BicudoQue o motor 1.2 de três cilindros (90 cv) que equipa o Peugeot 208 é econômico, a maioria das pessoas tem conhecimento. Não por acaso, ele teve grande destaque na lista do Programa de Etiquetagem Veicular divulgada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Nela, o compacto francês aparece com as seguintes médias: 10,9 km/l (cidade) e 11,7 km/l (estrada) quando abastecido com etanol e, com gasolina, 15,1km/l (cidade) e 16,9km/l (estrada).

Outro exemplo claro da economia que esse propulsor oferece foi aprova” à qual a montadora o submeteu. O modelo percorreu mil quilômetros, entre São Paulo (SP) e Brasília (DF), com apenas um tanque de combustível. Abastecido com gasolina, alcançou médias de consumo de 20 km/l em velocidade média de 85 km/h.

Porém, quisemos verificar o outro lado da moeda. Também é de conhecimento dos motoristas brasileiros que além dos motores de baixa cilindrada oferecerem, em sua maioria, economia de combustível, o desempenho é sofrível em rodovias. Manter velocidades elevadas é difícil, força o motor ao extremo e, fazer ultrapassagens, requer muita paciência e prudência para evitar sustos. Resolvemos tirar a prova disso fazendo uma viagem com a unidade que recebemos, a topo de linha Allure, para o interior de Minhas Gerais.

Vei6 - Divulgação - Peugeot - Pedro BicudoAntes de começar o trajeto, o pré-conceito estava estabelecido na nossa mente: essa seria uma viagem longa e demorada. Ultrapassagens solicitariam bastante paciência. Pois o Peugeot 208 nos surpreendeu, e muito! Em primeiro lugar, uma importante informação: viajamos com dois adultos a bordo, mais bagagens. Ou seja, o banco traseiro estava vazio.

Mesmo assim, em muitos veículos com motor 1.0 essa última informação não faz a menor diferença, ele continualerdomesmo sem passageiros adicionais. Portanto, o desempenho alcançado pelo 208 é realmente digno de elogios. Mantivemos velocidades mais altas (110 km/h nos locais permitidos) sem forçar o modelo. Ultrapassagens de carretas foram feitas sem sustos, com o compacto demonstrando bastante fôlego para essas manobras. Bastava reduzir para marcha e acelerar que ele respondia prontamente, com muita agilidade. Fato é que uma pessoa que não soubesse qual motor ele utiliza, tranquilamente afirmaria que era um propulsor mais potente.

Para mantermos o objetivo de verificar seu desempenho, deixamos o quesitoeconomia de combustívelde lado. Até porque, para realizarmos a avaliação da forma que queríamos, reduções de marcha eram necessárias a todo momento, o que sacrifica o consumo. Como a estrada incluía trechos de serras, algumas vezes chegamos a usar a marcha para manter o embalo. Nesse momento, destacamos que o ruído dentro da cabine não era elevado, demonstrando um bom isolamento acústico.

Mesmo com todos esses poréns, o bravo 208 conseguiu fazer uma média de 12 km/l, abastecido com gasolina. Da forma como foi conduzido, sempre em busca de desempenho, definitivamente não é uma média ruim.

Um dado que sempre trazemos aos nossos leitores quando avaliamos um modelo da Peugeot é o acabamento interno. Pode parecer repetitivo, mas em um mercado como o nosso, onde o abuso de plásticos rígidos de baixa qualidade, ainda mais no segmento de compactos, é recorrente, quem está acima da média merece destaque.

E esse é o caso do 208. O interior é agradável e utiliza materiais que transmitem a sensação de qualidade superior. Todas as peças são bem encaixadas e sem rebarbas. Chamam a atenção o painel de instrumentos elevado e com belo design, o pequeno volante que torna o guiar ainda mais divertido e a central multimídia moderna (com tela de 7 polegadas colorida), pronunciada em relação ao restante do painel central, o que facilita sua utilização.

Vei7 - Divulgação - Peugeot - Pedro Bicudo

Fotos: Divulgação / Peugeot / Pedro Bicudo

O uso de material black piano no acabamento do ar-condicionado digital, de duas zonas, completa o requinte. A segurança é reforçada com a presença de 4 airbags (frontais e laterais), além do cinto de três pontos e dos encostos de cabeça para os cinco ocupantes.

Esse é um modelo que merece sua visita à uma concessionária da marca para um teste drive. Vale realmente a pena e ele te surpreenderá, como nos surpreendeu.

Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) o preço do Peugeot 208 Allure 1.2 12V é R$54,79 mil.

*Colaborador

O Jeep Renegade em números

Da Redação*

Pouco mais de um ano após seu lançamento comercial no mercado nacional, em abril de 2015, o Jeep Renegade continua colecionando números relevantes. Até agora, são mais de 65 mil Renegade emplacados, sendo mais de 25 mil neste ano.

“São dados que comprovam a promessa de reinvenção do segmento dos SUVs compactos no Brasil, sobretudo pelo fato de que a configuração 2.0 turbodiesel 4×4, exclusiva na categoria, representa mais de 1/4 das vendas”, afirmou Rogério Villaça, diretor da Jeep para a América Latina.

Confira alguns números sobre o desempenho de vendas do Jeep Renegade ao fim deste semestre:

78% dos compradores do Renegade estão migrando de outros segmentos, que não o de SUVs. A maioria vem dos sedãs (29%) e dos hatches (28%).

38% dos compradores são mulheres.

26% é a participação dos modelos com motor 2.0 diesel e tração 4×4 entre os emplacamentos do Renegade este ano.

31% é a participação da versão Longitude 1.8, a campeã no mix.

83% dos Renegade vendidos usam câmbio automático de seis ou de nove marchas

47% foi a participação da cor Branco Ambiente nas vendas deste semestre, de longe a preferida entre os compradores do Renegade.

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80% dos clientes do Renegade efetuaram a compra após fazer o test-drive.

65 mil exemplares do Renegade foram vendidos no Brasil desde abril do ano passado.

6.976 unidades foram emplacadas em dezembro de 2015, estabelecendo o recorde mensal histórico de vendas para um SUV no Brasil.

25.700 emplacamentos foram feitos no primeiro semestre deste ano, o que coloca o Renegade na 10ª colocação no ranking geral de vendas de automóveis. Se consideradas apenas as vendas no varejo (sem vendas diretas), ele sobe para a 8ª colocação.

2,7% é a fatia do Renegade no mercado geral de automóveis em 2016.

13 são as unidades da Federação nas quais o Renegade é líder entre os SUVs: Minas Gerais, Paraná, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Tocantins e Amapá.

posição é a que ocupa a Jeep entre as marcas de automóveis mais vendidas, graças sobretudo ao sucesso do Renegade.

colocação conquistou a Jeep em sua estreia do estudo brasileiro do Índice de Satisfação de Vendas da J.D. Power, que avalia a experiência dos clientes na loja.

194 é a quantidade de lojas Jeep em operação no Brasil.

*Com informações do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA)

**Foto: José Oswaldo Costa

Michelin apresenta novo produto para carros esportivos

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 08/07/16)

de Campinas (SP)

MICHELIN PS4O grupo Michelin tem sede localizada na cidade de Clermont-Ferrand, na França. Seus produtos estão presentes em mais de 170 países e a empresa emprega 111.700 pessoas. São 68 unidades de produção em 17 países diferentes.

São fabricados e comercializados pneus para todos os tipos de veículos, de aviões a automóveis, passando por motocicletas e bicicletas, para os equipamentos de mineração, de terraplanagem e de uso agrícola, assim como pneus para ônibus e caminhões.

A Michelin América do Sul possui mais de 6 mil funcionários que estão distribuídos em sua sede, em duas unidades industriais e em seis agências comerciais. Essas duas unidades industriais ficam instaladas no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro.

Nessa semana, ela apresentou um novo pneu para carros esportivos que será comercializado no continente latino-americano: o Pilot Sport 4: De acordo com a empresa, dados da consultoria ADK Automotive revelaram que, nos últimos anos, o segmento de carros esportivos cresceu quatro vezes mais do que o de veículos de passeio (crescimento médio percentual).

De olho nesse mercado, a Michelin promete, com o novo produto, mais performance, controle do veículo e segurança.O prazer em dirigir não deve sacrificar nenhuma performance do pneu. É justamente o que oferecemos com o novo Michelin Pilot Sport 4 : o pneu ideal para quem busca segurança, reatividade e controle, além de prazer ao dirigir, afirmou Anoildo Mattos, gerente de marketing da Michelin América do Sul.

O Pilot Sport 4 tem escultura inspirada nos pneus utilizados na Fórmula E, categoria do automobilismo criada no ano passado, que utiliza bólidos com motor totalmente elétrico e acaba de conhecer seu segundo campeão. Em 2015, a temporada foi vencida pelo brasileiro Nelsinho Piquet.

Para o consumidor desse segmento, o carro é uma paixão, a performance é uma obsessão e as competições, uma inspiração. Ele sabe exatamente o que quer, informa-se pela internet, pelas revistas especializadas, participa de feiras automotivas… Isso o torna um consumidor exigente e um formador de opinião entre sua família, amigos, colegas…, relatou Mattos.

TestesO novo pneu passou por testes realizados por dois institutos independentes alemães: TÜV SÜD e Dekra. Na comparação com produtos de concorrentes, pneus da mesma dimensão, comercializados na América do Sul, o Pilot Sport 4 freia, em piso molhado, até 2 metros antes e sua aderência em curvas é 8% maior. Em piso seco ele ajuda a frear o veículo 1 metro antes.

Vei2 - Michelin Pilot Sport - Divulgação - Michelin - Paulo Guimarães

Fotos: Divulgação / Michelin / Paulo Guimarães

Os testes também mostraram que, para um veículo que apresenta média anual de 7 mil quilômetros rodados, o novo Michelin é 15% mais durável. Isso significa, dentro dessa média de quilometragem, 6 meses a mais de vida útil.

A presença de borracha sintética na composição proporciona melhor aderência, durabilidade e eficiência energética. A escultura inspirada na Fórmula E, aliada à nova lona têxtil híbrida feita em aramida e nylon, diminui o tempo de resposta do pneu e proporciona maior precisão na condução. Todos esses elementos garantem uma maior quantidade de borracha em contato com o solo.

A aramida, material nobre e resistente, é utilizada na lona de proteção zero graus. Essa lona fica sobre as demais da banda de rodagem e evita a sua deformação em altas velocidades. Contendo a deformação, garante-se uma maior área de contato com o terreno e, consequentemente, maior aderência. Além disso, proporciona maior rigidez da banda de rodagem, o que garante mudanças de direção mais rápidas e fáceis.

Vei3 - Michelin Pilot Sport - Divulgação - Michelin

O novo Pilot Sport 4 traz um protetor de borracha saliente que protege as rodas durante manobras de estacionamento, evitando danos e arranhões. Por fim, todas as dimensões do pneu são Extra Load, ou seja, suportam mais carga e mais pressão que um pneu normal da mesma dimensão. Isso o torna mais resistente a impactos e choques contra obstáculos, de acordo com a Michelin.

Usado com carga e pressão normais, proporciona maior flexão e conforto. O Pilot Sport 4 pode ser usado em diversos modelos de marcas como Audi, BMW, Jaguar, Maserati, Mercedes-Benz, Volvo e Volkswagen, entre outras.

No total, são 17 dimensões diferentes para o novo Michelin esportivo.

São elas: 215/40 ZR18 (89Y); 235/40 ZR18 (95Y); 215/45 ZR17 (91Y); 225/40ZR18 (92Y); 225/45 ZR17 (94W); 225/45 ZR17 (94Y); 225/45 ZR18 (95Y); 245/45 ZR17 (99Y); 245/45 ZR18 (100Y); 255/35 ZR18 (94Y); 255/40 ZR18 (99Y); 265/35 ZR18 (97Y); 275/35 ZR18 (99Y); 205/45 ZR17 (88Y); 245/40 ZR18 (97Y); 235/45 ZR17 (97Y) e 245/40 ZR17 (95Y).

*O colaborador viajou a convite da Michelin

Fiat amarga maior queda entre montadoras

José Oswaldo Costa* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 06/07/16)

Segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no último dia 4, o segmento de automóveis e comerciais leves experimenta uma retração nos emplacamentos da ordem de 25,09%, no acumulado do ano (de janeiro a junho), na comparação com o mesmo período de 2015.

Nos seis primeiros meses do ano passado, foram comercializadas 1.269.817 unidades. Agora em 2016, esse número caiu para 951.206 unidades. A boa notícia é que, na comparação com maio, junho teve uma alta de 2,62%, tendo sido emplacadas 166.410 unidades contra 162.161 unidades do mês anterior.

Esses números são do mercado automotivo como um todo, o que acaba ocultando a realidade das principais montadoras do país ( Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen), de forma individual, nesse ano de forte retração nas vendas. Fizemos um levantamento, levando em conta sempre o período de janeiro a maio, para os anos de 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Nos cinco primeiros meses de 2013, Fiat, Ford e GM experimentaram o melhor momento de vendas, no segmento de automóveis, dos últimos cinco anos. A Fiat emplacou 254.490 unidades e a GM foi responsável pelas vendas de 210.257 unidades. Já a Ford, comercializou 113.986 unidades. Para a VW, o melhor ano foi 2012, com 223.420 unidades.

Já em 2016, entre janeiro e maio, uma significativa queda, principalmente para a Fiat Automóveis. A montadora italiana comercializou, nos cinco primeiros meses deste ano, 77.047 automóveis. Ou seja, retração de 69,72%. Outra que experimentou forte retração foi a VW: 85.259 unidades ou – 61,84%.

Ford e GM passaram por retração menor, mas nem por isso, menos significativa. A Ford emplacou, no mesmo período, 61.789 unidades, queda de 45,79% na comparação com 2013. A General Motors vendeu 117.238 unidades, ou queda de 44,24%, a menor entre as quatro grandes. E esse resultado lhe rendeu a liderança no ranking de vendas de automóveis.

Utilizando o mesmo período de meses (os cinco primeiros), e os mesmos anos, passamos para a análise do segmento de comerciais leves. Entre 2012 e 2016, o melhor ano para a Fiat foi 2014. Para a Ford, 2012. Para a GM e a VW, o melhor ano de vendas de comerciais leves foi 2013.

Nesse segmento específico, a maior queda foi da GM. Em 2013, foram vendidas 39.739 unidades contra as 12.163 unidades de 2016. Retração de 69,39%. A segunda maior queda foi da Ford que, em 2012, comercializou 12.078 unidades. Entre janeiro e maio desse ano, o número de emplacamentos caiu para 4.956 unidades, o que significa queda de 58,96% no comparativo.

Em 2013, a VW vendeu, no segmento de comerciais leves, 46.360 unidades. Em 2016, redução para 20.572 unidades (- 55,62%). Se foi a montadora que experimentou as perdas mais significativas no segmento de automóveis, a Fiat foi a que menos retraiu nas vendas de comerciais leves. Em 2013 havia emplacado 80.429 unidades. Em 2016, foram 41.207 unidades, retração de 48,76%.

Total Por fim, o levantamento traz as perdas somando os dois segmentos (automóveis e comerciais leves), retrato mais fiel do mercado nacional nos últimos cinco anos. Para todas as quatro montadoras, o melhor ano das vendas dos segmentos somados foi 2013.

Entre janeiro e maio daquele ano, a líder foi a Fiat, tendo emplacado 316.267 unidades. Em segundo lugar aparecia a Volkswagen com suas 269.261 unidades. Na terceira colocação ficou a GM (249.996 unidades). Em quarto lugar do ranking nacional estava a Ford, com 125.893 unidades emplacadas.

Em 2016, no mesmo período, a Fiat acumulou a maior perda. A montadora italiana vendeu 118.254 unidades na soma dos segmentos de automóveis e comerciais leves, retração de elevados 62,61%. Com esse resultado, passou a ocupar a segunda colocação do ranking.

A GM comercializou 129.401 unidades, com queda de 48,24% nas vendas. Apesar de não acusar a menor perda no período comparativo, esse resultado lhe rendeu a liderança no mercado nacional.

A segunda maior redução coube à Volkswagen. Entre janeiro e maio desse ano, a montadora alemã emplacou 105.831 unidades, ou seja, queda de 60,69% na comparação com o mesmo período de 2013. A menor retração verificada no levantamento foi da Ford. Agora em 2016, a montadora vendeu 66.745 unidades (- 46,98% em comparação com 2013).

Para o estudo comparativo foram utilizados dados fornecidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

FinanciamentosPara agravar um pouco mais a situação da montadora italiana, o resultados dos financiamentos de veículos zero quilômetro não foram nada animadores em maio.

Segundo a Cetip, empresa instituída pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 1984 e que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), no mês de maio a Volkswagen ultrapassou a Fiat nas vendas de veículos financiados. A montadora ficou com a segunda colocação, com 12.223 unidades. A Fiat teve 11.934 unidades financiadas e o terceiro lugar. Na primeira posição ficou a General Motors, com 16.246 unidades. O líder em financiamentos no mês de maio foi o Chevrolet Onix, com 6.119 unidades.

MudançasEm outubro do ano passado foi anunciada a saída de Cledorvino Belini do comando da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o que foi efetivado a partir do dia 1º de novembro. A partir dessa data, o comando do grupo foi entregue a Stefan Ketter, até então, vice-presidente mundial de manufatura.

Coincidência, ou não, observa-se através dos números forte retração, especificamente nas vendas da Fiat Automóveis, desde então. Nos últimos sete meses da presidência de Belini (abril a outubro de 2015), a montadora vendeu 176.651 unidades, ou algo em torno de 25.236 unidades/mês, no segmento de automóveis.

No segmento de comerciais leves, no mesmo período, foram comercializadas 69.403 unidades, cerca de 9.915 unidades/mês. Somando os dois segmentos, durante os últimos meses da administração Belini foram vendidas 246.054 unidades (35.150 unidades/mês).

Verificando-se o período de novembro de 2015 a maio de 2016, sete primeiros meses de Ketter como presidente, a Fiat emplacou 127.371 unidades (18.196 unidades/mês) no segmento de automóveis, ou seja, retração de 27,90%.

Dentro desse mesmo período de nova administração, no segmento de comerciais leves, foram vendidas 57.912 unidades, algo em torno de 8.273 unidades/mês. Houve uma queda de 16,56% nas vendas, mesmo com a chegada da nova picape média-compacta, a Toro, bem aceita pelo mercado.

Por fim, somando-se os dois segmentos (automóveis e comerciais leves), a administração atual emplacou 185.283 unidades (cerca de 26.469 unidades/mês), ou seja, retração de 24,70% na comparação com os sete últimos meses de Belini no comando do grupo FCA.

Novamente, utilizamos dados fornecidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

*Colaborador