Nuvens negras sobre o Japão colocam em dúvida a qualidade

Rogério Machado*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 27/10/2017)

de Tóquio (Japão)

A caminho do salão do automóvel, aproveito o trajeto entre Kyoto e Tóquio para me inteirar das últimas notícias daqui.

Os cinco últimos anos têm marcado o planeta por escândalos ligados à qualidade de produtos, principalmente no que se refere à segurança e poluição, os carros-chefe da regulamentação automotiva.

A indústria europeia, com destaque para a alemã, ficou nas manchetes um bom tempo e o oriente produz novas notícias ruins através do Japão.

Curiosamente, Japão e Alemanha ocupam posição de destaque em assuntos de qualidade de produtos, o que torna essas notícias mais preocupantes. Se estes, que são considerados os melhores, estão assim, o que poderíamos pensar do resto?

Dessa vez, os “maus feitos” se voltaram para a indústria do aço, especificamente sobre um megaprodutor de matérias-primas siderúrgicas, a Kobe Steel.

Acontece que a empresa fornece materiais como alumínio, aço e cobre para o mercado internacional e é considerada uma referência em padrões de qualidade.

Vei9 - Rogério MachadoBoeing, General Motors e Ford estão na lista de clientes que incluem, também, fabricantes de trens, inclusive os de alta velocidade aqui do Japão.

A preocupação das empresas americanas citadas se traduziu em uma verificação imediata dos produtos que utilizam aqueles materiais da empresa japonesa.

Pelo que já foi tornado público, até agora, alguns funcionários responsáveis pela certificação de materiais usados na produção do alumínio e do cobre teriam adulterado os laudos relativos aos mesmos.

Ou seja, o material resultante teria tido suas propriedades comprometidas, não se sabendo, portanto, até que ponto isto está sendo investigado.

A Kobe Steel já se manifestou após análises iniciais e, curiosamente, atribuiu a falha ao fator humano. Conclui-se que sistema foi, literalmente, enganado por inspetores devido à falta de métodos computadorizados automáticos que poderiam detectar a fraude.

Isto nos leva a crer que, no futuro, os robôs serão a alternativa mais confiável.

Os fabricantes de veículos japoneses são os maiores consumidores desses materiais adulterados e as análises buscam, agora, determinar se as alterações na matéria-prima provocaram alguma perda de resistência que possa trazer risco ao uso.

Vei8 - Rogério Machado

Fotos: Rogério Machado

Nissan – Nem bem a poeira da Kobe Steel havia se espalhado pelo ar, outra grande empresa japonesa, a Nissan, anunciou (nó último dia 19) a suspensão da produção de veículos para o mercado doméstico.

Outra vez, o assunto recai sobre funcionários da área de qualidade, responsáveis por algumas verificações importantes na liberação final de veículos para as concessionárias.

Para refazer estes controles, a fabricante japonesa inspecionará 1,2 milhão de veículos produzidos desde 2014, o que representa, praticamente, o equivalente à sua produção anual.

Hiroto Saikawa, o atual CEO da Nissan, anunciou à imprensa que o recall custará US$ 222 milhões e que, embora a verificação seja necessária, a qualidade e as funções do produto não irão comprometer os usuários.

Como as investigações estão em curso, somente o tempo dirá.

*Colaborador

Compass é bom de vendas não por acaso

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 27/10/2017)

Segundo utilitário mais emplacado do País, modelo da Jeep tem qualidades que vão além da marca

Vei10 - Amintas VidalTer uma marca que é sinônimo de um produto é o sonho de qualquer empresa. Normalmente, esse patrimônio é conquistado pela qualidade do produto, mas principalmente por ele ter sido pioneiro, inventor de um novo segmento de mercado.

Marcas como Gilette, Xerox e Coca-Cola, por exemplo, são normalmente usadas por consumidores para nominar produtos que nada tem a ver com esses fabricantes. E isso acontece com a Jeep também.

A empresa Willys Overland criou o Jeep, em 1941, para o exército americano. Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, foi lançado o modelo civil, praticamente igual ao modelo militar. Ele fez a marca virar um substantivo, um nome genérico aplicado para quase todo carro que tivesse características off-road  de verdade.

Hoje, a Jeep pertença ao grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles), após a montadora italiana ter adquirido a americana que, por sua vez, detinha a marca desde 1987. A aquisição não poderia ser mais acertada, já que o segmento que mais cresce no mundo atualmente é o de utilitários esportivos, ou SUV, como são conhecidos os veículos com, pelo menos, algumas habilidades para o fora de estrada.

A Fiat nunca teve tradição neste segmento de mercado e, ao adquirir a Chrysler, soube usar a marca em produtos que resgataram o espírito Jeep e, ao mesmo tempo, entregaram o que o consumidor esperava.

Vei11 - Amintas VidalMercado – No Brasil, esse resultado está na lista de veículos emplacados. De janeiro a setembro deste ano, o Jeep Compass é o segundo SUV mais vendido, com 34.526 emplacamentos, ficando atrás do Honda HRV por apenas 400 unidades.

O Jeep Renegade, modelo menor que o Jeep Compass, fecha esse pódio com 28.549. Eles são o 8º, 11º e 15º colocados da lista que inclui todos os segmentos. Não podemos esquecer que na fábrica da Jeep também é produzida a picape Fiat Toro que, neste mesmo período, emplacou 38.425 unidades.

Este número a coloca como a líder da categoria de comerciais leves e a expressiva posição de 12º veículo mais vendido do Brasil no acumulado desses nove meses. Os dados acima foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Os números de mercado do Jeep Compass são mais impressionantes ainda se considerarmos que ele é um modelo de tamanho médio, tem preço inicial acima dos R$ 107 mil e está deixando para trás pelo menos oito utilitários compactos nacionais, além do já mencionado “irmão”, o Renegade.

DC Auto recebeu o Jeep Compass para avaliação na versão Longitude Flex. Ela é equipada com motor 2.0, câmbio automático, tração 4×2 e tem uma boa lista de equipamentos de série. Rodamos aproximadamente 350 km em rodovias e na cidade. Foram 40 km em estrada de terra. Nossa experiência foi suficiente para entendermos o motivo do seu sucesso.

Vei12 - Amintas VidalO Jeep Compass tem um pouco mais de espaço para os passageiros da frente e ainda mais para os do banco de trás, quando comparado ao Renegade. Para a bagagem, a diferença também é grande, são 280 litros de capacidade contra 410 litros do Compass.

Em acabamento eles nem distanciam muito, pois as peças são bem fabricadas e montadas e ambos têm superfícies macias ao toque. Detalhes cromados e outros pintados são encontrados nos dois modelos que compartilham diversas peças como o volante, alavancas e alguns botões.

O que mais difere é o estilo do painel, mais “Jeep” no Renagade e mais “SUV” no Compass. Essa última diferença eles também apresentam no design exterior: o Renegade foi inspirado no Jeep Wrangler, o verdadeiro herdeiro do lendário Jeep 41 e o, Compass, foi inspirado no Grand Cherokke, considerado o primeiro “utilitário moderno” do mundo.

Um estilo mais desejado, e o maior espaço interno, podem explicar, em parte, porque o Compass vende mais que o Renegade. Mas o que ele entrega a na comparação com tantos outros concorrentes, mais baratos, e que justifique as suas vendas serem melhores, é o que veremos a seguir.

Estabilidade, silêncio interno e ergonomia se destacam

Ao volante a sensação é que o Compass é mais estável, mais no chão que os outros utilitários. O acerto das suspensões, independentes nos dois eixos, não deixa a carroceria inclinar muito em curvas, dando a impressão de estarmos em um veículo mais baixo, como em um sedan.

Vei13 - Amintas Vidal

Fotos: Amintas Vidal

Outra característica comum aos carros de luxo é o silêncio interno. Nem o motor nem os pneus produzem muito ruído, tornando o rodar muito confortável acusticamente. Essa versão vem com bancos revestidos em couro de série e, na unidade que avaliamos, a padronagem do revestimento era cinza claro, tornando o interior muito agradável visualmente, mas difícil de ser conservado.

A ergonomia acertada deixa todos os comandos à mão. A direção elétrica é leve em manobras, firme ao rodar e direta o suficiente para dar prazer ao dirigir. O câmbio está bem escalonado para o motor e passa as marchas com suavidade.

Na sexta marcha, e aos 110 km/h, o motor trabalha aos 2.300 giros, garantindo conforto em viagens. Quando exigido, ele responde com prontidão, seu som invade a cabine, mas é agradável, sem aspereza.

Apesar dessas características, ele é apenas suficiente para os mais de 1.500 kg do Compass. Dá conta do recado, mas sem sobras. Tamanho esforço resulta em pouca economia de combustível. Ele registrou médias de 7 km/l na cidade e 11 km/l na estrada, sempre com gasolina.

O controle automático de velocidade é ativado e regulado facilmente. Já as trocas de marchas pelas “borboletas” do volante tem pouca utilidade. O sistema é pouquíssimo permissivo e só deixa as trocas ocorrerem em uma faixa restrita de giro do motor.

Pelo menos, neste caso, o sistema não emite nenhum sinal sonoro avisando operação irregular, como acontecia no antigo sistema Dualogic usado pela Fiat.

Para rodar na cidade o Jeep Compass é mais ágil do que aparenta. Já na hora de estacionar, você lembra que não está em um compacto. Essa versão tem sensor de estacionamento e câmera de ré com guias gráficas visualizadas na central multimídia que ajudam na missão.

Este sistema, com tela 8,4 polegadas, é muito completo, inclusive com GPS e, além das demais funções comuns aos seus pares, ele controla o ar-condicionado digital de duas zonas. Graficamente é bem resolvido, permite fácil visualização, mas não responde tão rápido aos comandos.

Se o usuário optar por usar o espelhamento do celular pelos aplicativos Android Auto ou Apple CarPlay a situação piora, pois um programa rodando sobre o outro prejudica mais ainda a velocidade de processamento do equipamento.

Tanta desenvoltura no asfalto nos fez acreditar que na terra ele não se sairia muito bem. Ledo engano. Mesmo com difusores sob os para-choques, que passam uma impressão que o Compass tem menos vão livre que o divulgado, ele surpreendeu.

Manteve, dentro do possível, o conforto de marcha que apresentou no asfalto. Não bateu o fundo por todo o trajeto, nem mesmo os mencionados difusores. Manteve-se estável em velocidade sem escorregar muito em curvas.

Apenas em um trecho com muito cascalho, e em subida, faltou aderência. Seus pneus não são de uso misto e exigiram mais embalo na base do morro para superar o aclive.

Equipamentos – Sua lista de equipamentos de série é boa mas, com apenas 2 airbags,  não é tão completa. Controles de tração e estabilidade, sistema anticapotamento e travas isofix para ancorar cadeiras infantis resumem os itens de segurança.

Computador de bordo com tela de alta resolução de 3,5 polegadas, os já mencionados ar-condicionado de duas zonas e a central multimídia, comando elétrico do freio de estacionamento, chave presencial, entre outros, completam a oferta.

Para ter mais 4 airbags, sensores de chuva e crepuscular, som da marca Beats e faróis em LED, só comprando à parte em pacotes de opcionais.  O preço sugerido dessa versão Longitude Flex do Compass, no site da Jeep, é R$115,99 mil. O pacote de segurança soma R$3,25 mil e, o Premium, mais R$ 2,54 mil. Já o teto solar, a bagatela de R$ 7,10 mil.

O motor é o moderno Tiguershark 2.0 Flex de 4 cilindros. Ele tem bloco e cabeçote em alumínio e comando acionado por corrente com abertura variável de válvulas, tanto na admissão quanto no escape.

A aspiração é natural, sem turbo, mas seus números são bons: desenvolve 166/159 cv aos 6.200 rpm e tem torque de 20,5/19,9 kgmf aos 4.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é automático de 6 velocidades. Nessa configuração de motor a tração é sempre 4×2.

Os modelos a diesel tem tração 4×4, motor mais potente, com melhor torque e menor consumo, mas preços 23% mais altos. Existe uma expectativa de a Jeep lançar, em breve, um Compass bicombustível 4×4 com câmbio automático de 9 marchas. A mesma transmissão que acompanha o motor a diesel. Só não se sabe ainda se será este motor 2.0 ou o 2.4 que equipa algumas versões da picape Fiat Toro.

Uma marca icônica, considerada quase Premium no Brasil, um SUV muito bom de dirigir e, também, um preço não muito maior que o dos concorrentes compactos, para nós, é o que explica vendas tão expressivas do Jeep Compass.

*Colaborador

 

Chevrolet Equinox chega ao mercado brasileiro

Da Redação   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 27/10/2017)

SUV utiliza motor 2.0 turbo de 262 cv

Vei1O Equinox, utilitário esportivo de maior sucesso da marca no mundo, de acordo com a Chevrolet, acaba de chegar ao mercado brasileiro.

O SUV agrega sofisticação, tecnologias voltadas para a segurança e um conjunto mecânico poderoso. Esse último é composto por um motor 2.0 turbo de duplo fuxo (262 cv) que trabalha em conjunto com uma transmissão automática, sequencial, de nove marchas.

O conjunto leva o modelo de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. A velocidade máxima, limitada eletronicamente, é de 210 km/h, informou a General Motors.

Além de proporcionar boas acelerações e retomadas de velocidades, os 37 kgfm de torque do motor 2.0 turbo podem ser distribuídos em percentuais diferentes para cada uma das quatro rodas a fim de garantir melhor dirigibilidade.

A tração integral também está presente. Falando nela, vale mencionar que o sistema disponível no Equinox é permanente, do tipo AWD, e pode variar o envio de torque para cada uma das rodas para maior aderência do veículo. Esta tarefa é feita por uma central de comando capaz de realizar até mil leituras por segundo.

Vei2O condutor pode desabilitar o modo AWD mesmo com o carro em movimento e trafegar apenas com tração nas rodas dianteiras. E, caso o sistema identifique alguma situação de risco, aparece uma mensagem no painel aconselhando o condutor a reativar a tração integral.

O mesmo conjunto de tecnologias é capaz de identificar que o carro está rebocando outro veículo, como trailer ou um barco, e atuar para compensar oscilações e elevar a estabilidade da composição.

Em relação à conectividade, o SUV conta com sistema de carregamento wireless para smartphones e sistema multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

Também traz o sistema de telemática OnStar que permite, por exemplo, consultar e comandar diversas funções do veículo por meio de um aplicativo para celular.

 “Projetamos o Equinox para que ele fosse a principal referência da categoria e para que ocupasse nossa vitrine tecnológica, ao lado do Camaro. O Equinox chega para agregar ainda mais valor à marca Chevrolet e, no segmento de SUVs, imagem de marca é quesito fundamental para a decisão de compra”, disse Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul. .

Vei3A linha de utilitários esportivos da Chevrolet agora está completa com produtos de tamanhos e propostas complementares. O novo modelo fica posicionado entre o compacto Tracker e o Trailblazer.

Design – O Equinox é um utilitário esportivo caracterizado por um design atlético, robusto e refinado. Suas medidas são as seguintes: 4,65 metros de comprimento; 2,11 metros de largura; 1,70 metro de altura e entre-eixos de 2,73 metros.

A parte externa da carroceria traz elementos característicos dos novos produtos globais da marca, como a frente ampla e horizontal e faróis afilados integrados à grade.

Nas laterais, vincos curvilíneos criam um efeito de luz e sombra, que harmonizam com as grandes rodas de alumínio aro 19 polegadas.

A sofisticação está presente nos cromados delineando as janelas das portas. O mesmo acabamento faz-se presente na grade frontal e dá toque especial ao para-choque posterior e às barras longitudinais do teto.

Premier é a única versão de acabamento disponível

Vei4O novo SUV inaugura, no Brasil, a versão de acabamento Premier, a mais sofisticada da linha Chevrolet. É caracterizada pela ampla utilização de materiais nobres, itens de tecnologia e refinamento interno e externo, afirma a montadora.

No caso do Equinox, os bancos são revestidos com material e acabamento especiais, como couro perfurado e costuras duplas. O painel também conta com acabamento requintado.

Além disso, materiais soft touch (macios ao toque) aplicados em outras áreas de contato, como os apoios de braço e painéis de portas, proporcionam sofisticação e maior conforto.

Os dois tons aplicados no interior do veículo, preto e cinza, enfatizam as formas e superfícies principais. Além do visual, os materiais utilizados foram desenvolvidos para garantir alta durabilidade e facilidade da manutenção, garante a GM.

O painel traz peças decoradas com metalização acetinada nas saídas de ar, na moldura central de instrumentos, no console e no volante.

No interior, a sensação de amplitude é potencializada pelo teto solar panorâmico. O painel frontal é desassociado do console central, trazendo mais conforto e espaço para os ocupantes.

Vei5

Fotos: General Motors do Brasil / Divulgação

O volume de carga máxima pode variar de 468 litros até 1.627 litros, dependendo da configuração dos bancos. O traseiro, aliás, pode ser rebatido por meio de uma alavanca localizada na parede lateral direita do compartimento de carga, criando uma superfície plana, facilitando assim a acomodação de itens compridos.

Segurança – O utilitário conta com uma extensa lista de itens de segurança. Traz desde tecnologias capazes de intervir de forma autônoma para prevenir ou mitigar acidentes até um sistema capaz de avisar automaticamente uma central de resgate 24h assim que os airbags são deflagrados, informando dados da localização e a dinâmica da batida, para que seja providenciado socorro adequado.

Entre os itens presentes, destaque para: frenagem automática de emergência (AEB), função de pré-ativação dos freios, sistema de compensação de frenagem, assistência de frenagem de emergência (PBA), alerta de colisão frontal, banco do motorista com alerta tátil de segurança, assistente de permanência na faixa, faróis Full LED com luz alta inteligente, farol com ajuste de nivelamento automático, alerta de ponto cego com sensor de aproximação repentina, controle eletrônico de tração e de estabilidade com tecnologia que atenua o risco de capotamento, alerta de esquecimento de pessoas ou objetos no banco traseiro, câmera de ré com linhas guias e alerta de tráfego cruzado traseiro.

Sensores no para-choque traseiro são capazes de detectar a aproximação de um outro veículo vindo a até 25 metros na perpendicular. Quando isso acontece, bipes soam e um triângulo de advertência com uma seta apontando para o lado da ocorrência pisca sobre a imagem captada pela câmera de ré.

Destacam-se, ainda, os seis airbags (frontais, laterais e de cortina), além dos serviços de emergência e resgate do OnStar.

O Equinox começa a chegar às concessionárias da marca em outubro, com três anos de garantia e cinco opções de cores: vermelho, preto, cinza, branco e prata. O preço sugerido é R$ 149,90 mil.

Harley-Davidson University comemora 100 anos

Da Redação

HDU_EXTERNAL_HIGHA Harley-Davidson Motor Company (HDMC) conta com um moderno Centro de Treinamento localizado nas dependências da matriz, em Milwaukee, no estado norte-americano de Wisconsin.

Lá, os técnicos podem constantemente aprimorar seus conhecimentos e se manterem atualizados sobre as mudanças de line-up e novos produtos.

Atualmente, a HDU (Harley-Davidson University) ocupa um espaço de mais de 2,8 mil m², em dois andares na sede da empresa, incluindo cinco laboratórios de aprendizado de alta tecnologia e quatro salas de aula.

A cada ano, mais de mil técnicos, assim como vários funcionários de outros departamentos das concessionárias, passam pelo local, com o objetivo de se tornarem técnicos mestres, certificados pela Harley-Davidson.

Para atingir esse patamar de reconhecimento, os funcionários da rede de concessionárias precisam completar, pelo menos, 60 meses de serviço em uma concessionária autorizada, 263 horas de aula em treinamentos presenciais, mais de 50 aulas online, participação em fóruns técnicos, atualizações e avaliações.

Dealership

Na comemoração dos 100 anos da HDU, e em celebração às dezenas de milhares de técnicos capacitados para oferecer aos clientes o que há de melhor no universo da marca, a Harley-Davidson do Brasil compartilhou uma lista de cinco curiosidades a respeito da divisão de ensino da companhia.

O começo – Precursora da Harley-Davidson University® (HDU), a H-D Quartermaster School iniciou suas atividades oficialmente em 1917, como um programa de treinamento e assistência para mecânicos militares dos Estados Unidos, para que eles pudessem entender melhor o funcionamento das motocicletas que usavam durante a Primeira Guerra Mundial.

Na época, o lugar era um simples galpão, remanescente da primeira “fábrica” da marca, mas era o suficiente para o aprendizado dos mecânicos.

Harley-Davidson Service School – Após a Primeira Guerra Mundial, o nome do Centro de Treinamento oficial da marca foi alterado para a Harley-Davidson Service School, e as inscrições foram abertas para os funcionários das concessionárias autorizadas Harley-Davidson. De acordo com os arquivos históricos da companhia, as avaliações dos alunos eram rigorosas.

HDU – Com a Segunda Guerra Mundial, o foco do treinamento mudou de volta para os militares, e o nome Quartermaster School também, para que a companhia pudesse fornecer 100% de atenção para as instituições militares dos Estados Unidos.

Tucson Service ImageApós a guerra, o nome Harley-Davidson Service School voltou a ser empregado e foi utilizado até o fim da década de 1990, quando todos os esforços de treinamento foram unificados sob o novo nome: Harley-Davidson University.

HDU_LOGO

Fotos e Imagem: Harley-Davidson Motor Company / Divulgação

A revolução digital – No fim da década de 1990, a HDU passa a oferecer cursos de e-learning. Posteriormente, adotou uma plataforma on line, em 2001.

Foi nesse ano que também lançou seu primeiro sistema altamente personalizado de gerenciamento de aprendizagem.

Brasil – No Brasil, o Centro de Treinamento da Harley-Davidson mantém o alto padrão de qualidade exigido pela HDMC, com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo, o SENAI-SP.

As instalações da Harley-Davidson ficam localizadas na Escola SENAI Conde José Vicente de Azevedo, no bairro do Ipiranga, em São Paulo (SP).

 

BMW revela o novo X2, modelo que chega ao Brasil em 2018

Da Redação

BMW X2 0

BMW X2 1Acabou o mistério. Depois do sucesso gerado pelo conceito no Salão Mundial do Automóvel de Paris e, também, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, eis que a BMW revela o visual do novo X2, que chega ao mercado em março de 2018.

BMW X2 2

BMW X2 5Seu lançamento está confirmado para o Brasil no próximo ano, em data a ser revelada no futuro. O mais novo Sport Activity Coupé (SAC) da Família X traz design inspirado no DNA dos cupês clássicos da marca, em especial o BMW 2000 CS e o 3.0 CSL, reforçando suas linhas esportivas e urbanas.

BMW X2 3O modelo conta com motores para os mercados globais BMW TwinPower Turbo, de quatro cilindros, movidos a gasolina (192 cv) ou diesel (190 cv ou 231 cv), e conectados a transmissões de sete ou oito marchas Steptronic.

BMW X2 4

Fotos: BMW Group / Divulgação

Na versão a gasolina, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,7 segundos, segundo a BMW. Nas opções a diesel, em 7,7 s e 6,7 s, respectivamente.

UFMG desenvolve motor movido a etanol que propicia consumo inferior ao de um à gasolina

Da Redação

imagem_release_1105455

O motor movido a etanol com eficiência igual a do diesel e consumo de combustível inferior ao da gasolina acaba de ser desenvolvido por pesquisadores da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais.

O estudo foi concluído e prova que esta tecnologia pode facilmente ser adaptada em automóveis de pequeno e grande portes no País, desde que haja interesse dos órgãos públicos e privados.

A viabilidade do motor movido a etanol será apresentada durante o IV Seminário Sobre Etanol Eficiente, organizado pelo INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética -, que será realizado no dia 25 de outubro, no Tech Center Mahle (Jundiaí – SP).

A pesquisa em laboratório, desenvolvida sob a coordenação do professor e engenheiro mecânico José Guilherme Coelho Baêta, do Centro de Tecnologia da Mobilidade da UFMG e palestrante no Seminário, resultou na criação de um motor 1.0, de 185 cavalos de potência e movido a etanol com consumo inferior aos movidos a gasolina e equivalente, em eficiência, aos que utilizam diesel.

O estudo acaba com o conceito de que o etanol consome 30% a mais se comparado à gasolina. “O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível”, explicou o professor.

imagem_release_1105460Depois de 14 anos de estudos em busca de tornar o uso do etanol mais viável, pela primeira vez os pesquisadores conseguiram atingir o máximo de sua eficiência, inclusive superando os demais combustíveis.

Os pesquisadores modificaram todo o sistema de combustão do motor e reduziram o tamanho da câmara de combustível para facilitar a queima do etanol com cargas elevadas.

O professor Baêta explicou que o combustível fóssil tem uma vida útil pequena, de 40 anos, aproximadamente, e que no futuro não será possível depender só de sistemas elétricos.

Por isso, é preciso desenvolver tecnologia a partir do uso de matrizes energéticas renováveis. “Cerca de 45% da matriz energética de combustível no Brasil vem de fontes renováveis, enquanto que em outros lugares do mundo este índice gira entorno de 11%. Isso significa que temos condições de sermos autossuficientes, adaptados à realidade do clima tropical”, comparou.

Falta de incentivo – Desde o Proálcool – Programa Nacional do Álcool -, financiado pelo Governo Federal entre as décadas de 1970 e 1990 para substituir o petróleo por álcool combustível (termo usado para o etanol na época), não se investiu mais em larga escala em estudos e no desenvolvimento de tecnologias em projetos envolvendo o motor a etanol.

imagem_release_1105744

Fotos: Divulgação

O desinteresse das indústrias e universidades contribuíram para que o setor automobilístico brasileiro não se modernizasse de acordo com o potencial energético, tornando-se cada vez mais dependente da tecnologia estrangeira.

Como cada região do planeta dispõe de matrizes energéticas diferentes, as tecnologias desenvolvidas também são diferentes para adaptá-las.

Segundo o professor Baêta, as montadoras da frota brasileira são multinacionais e as tecnologias dos veículos são trazidas de fora, desenvolvidas de acordo com os recursos energéticos estrangeiros e não com os renováveis que o Brasil dispõe.

“Ficamos atrasados no desenvolvimento de tecnologias nacionais e isso é uma ignorância do mercado, que não valoriza o que é daqui. Precisamos quebrar paradigmas e deixar de exportar nossas riquezas como matéria prima e, sim, exportar produtos já transformados aqui”, concluiu o professor.

Honda confirma a chegada do Civic Si, no Brasil, em 2018

Da Redação

Honda_Civic_SI_Coupe_at_Sodegaura_Raceway_23th_OCT_2017_by_Pedro_Gomes_PED_2383A Honda Automóveis do Brasil confirmou, hoje, a comercialização do novo Civic Si no Brasil. O modelo será oferecido na versão cupê de duas portas. As vendas do modelo terão início em 2018.

“O Civic Si é o primeiro Si turbo e estabelece um novo patamar em termos de agilidade e de direção precisa”, explicou Issao Mizoguchi, presidente da Honda Automóveis do Brasil.

“Trata-se de um modelo que já tem uma tradição no Brasil e que possui uma legião de entusiastas apaixonados pela performance e pelo design esportivo que ele entrega. Essa nova geração eleva essas qualidades à um novo patamar e é muito aguardada pelos fãs brasileiros”, disse Mizoguchi  .

Powertrain e chassis

O motor é o 1.5 turbo de alta performance e torque, com injeção direta, duplo comando de válvulas variáveis no cabeçote (Dual VTC) e quatro cilindros. Combinado com uma transmissão manual de seis velocidades  e engates curtos.

Honda_Civic_SI_Coupe_at_Sodegaura_Raceway_23th_OCT_2017_by_Pedro_Gomes_PED_2649A potência máxima de 208 cv surge aos 1.300 rpm e o torque de 26,5 kgf.m aparece aos 2.300 rpm, e é mantido em 70% da faixa de rotação do motor.

Entre as melhorias em relação à antiga geração, destaque para a direção elétrica de duplo pinhão adaptativa com relação variável, suspensão com acerto esportivo, amortecedores adaptativos e diferencial com deslizamento limitado.

O Si traz, ainda, discos de freio de 12,3 polegadas na dianteira e largos pneus 235/40 R18.

Em complemento aos amortecedores adaptativos, a suspensão recebeu ainda molas mais firmes, barras estabilizadoras mais rígidas (30% a mais na dianteira e 60% a mais na traseira), buchas sólidas na dianteira e traseira, além de braços de controle ultra rígidos na dianteira, oriundos do Civic Type R.

As rodas de liga leve são de 18 polegadas, com dez raios e acabamento exclusivo em dois tons, usam pneus de 235 mm, largos, de perfil baixo, além de escapamento central com formato poligonal e acabamento cromado.

Honda_Civic_SI_Coupe_at_Sodegaura_Raceway_23th_OCT_2017_by_Pedro_Gomes_PED_2382

Fotos: Pedro Gomes / Honda do Brasil / Divulgação

Segurança – O sistema ABS, com distribuição eletrônica de frenagem, o VSA (controle de tração e estabilidade), além do exclusivo Agile Handling Assist garantem dirigibilidade máxima em diversas situações.

O Civic Si alcançou o melhor resultado nos testes de colisão do NCAP, com cinco estrelas, segundo a Honda.