Emplacamentos de veículos crescem em dezembro, mas acumulado de 2016 fecha em queda

Da Redação

De acordo com o levantamento realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos) apresentaram queda acumulada de 20,29% em 2016, no comparativo com 2015.

Ao todo, foram emplacadas 3.174.625 unidades em 2016, ante as 3.982.765 registradas no ano anterior.

Na comparação entre dezembro e novembro de 2016, o mercado automotivo apresentou alta de 14,32%. Foram emplacadas 298.917 unidades em dezembro, contra 261.479 em novembro. Já em relação a dezembro de 2015 (370.939 unidades), houve retração de 19,42%.

Conforme os dados apresentados pela entidade, os segmentos de automóveis e comerciais leves também apresentaram queda no acumulado do ano, com uma redução de 19,80% sobre o ano anterior, confirmando as projeções indicadas pela Fenabrave.

Ao todo, foram emplacadas 1.986.389 unidades em 2016, contra 2.476.823 em 2015. Já no mês de dezembro (199.024 unidades) houve crescimento de 14,66% para os segmentos, se comparados ao mês de novembro (173.574 unidades). Com relação a dezembro de 2015 (220.590 unidades), o resultado aponta uma baixa de 9,78%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mês de dezembro, tradicionalmente, apresenta um volume de vendas maior que os meses anteriores. “O resultado positivo em dezembro, que teve 22 dias úteis, foi reflexo de dois dias a mais de vendas em relação ao mês de novembro. Além disso, as promoções que foram oferecidas e o incremento do 13º salário no orçamento das famílias contribuíram para o resultado positivo do último mês de 2016 “, explicou.

O presidente da entidade avaliou o ano de 2016 como “o pior da história da Distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos”. Segundo Assumpção Júnior, “este foi um dos setores da economia que mais sofreu com a crise econômica e política do País. O mercado retroagiu a volumes equivalentes aos anos de 2005 e 2006. Este resultado deve-se a fatores já comentados ao longo do ano passado, como a queda acentuada do PIB, incertezas geradas pela política, desemprego, baixo índice de confiança do consumidor e de investidores, entre outros”, argumentou Assumpção Júnior.

Segundo o presidente da entidade, as incertezas nos cenários político e econômico, presentes em 2016, afetaram, diretamente, a concessão de crédito, fundamental para a Distribuição Automotiva. “Dificuldades como essas, agregadas ao baixo índice de confiança, fizeram com que as famílias e as empresas se retraíssem em relação ao consumo, retardando a tomada de decisão para a compra de veículos novos”, completou Assumpção Júnior.

Previsões para 2017

Com base nos estudos realizados pela Fenabrave, o setor como um todo deverá apresentar crescimento moderado em 2017, chegando a 3,11% para todos os segmentos somados.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, a expectativa é de alta de 2,4% sobre os resultados.

Já para caminhões e ônibus, a Fenabrave projeta crescimento de 3,15%, sendo 2,8% para caminhões, 4,40% para ônibus e 7,08% para implementos rodoviários.

O segmento de motocicletas, que vem sofrendo sucessivas quedas desde a crise de 2008, deverá apresentar alta estimada em 4,04%.

Para tratores e máquinas agrícolas, a previsão é chegar a um crescimento de 13,5% em 2017, reforçado pelos bons resultados do agronegócio no País.

Imagem: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

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