Renault faz recall do Sandero e do Duster

Da Redação

A Renault do Brasil convoca, a partir de hoje (26/01), os proprietários dos veículos Sandero e Duster a comparecer à rede de concessionárias da marca para verificação do airbag do motorista e, se necessário, substituição desse componente.

Em virtude de falha detectada no processo de fabricação do fornecedor, o airbag pode ter seu funcionamento comprometido no caso de uma colisão em que deva ser acionado.

O recall envolve um total de 3.820 unidades (3.083 Sandero e 737 Duster).

Os chassis dos veículos Sandero envolvidos vão de EJ347159 até EJ396614, fabricados entre 7 e 19 de maio de 2014, nas versões Authentique, Expression e GT Line, com motores 1.0 e 1.6.

GEDSC DIGITAL CAMERAOs chassis dos veículos Duster que fazem parte do recall vão de FJ355167 até FJ401184, produzidos entre 7 e 19 de maio de 2014 e de GJ928087 até GJ989889, produzidos entre 6 e 23 de junho de 2014, nas versões Expression e Dynamique, com motor 1.6.

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Fotos: José Oswaldo Costa

A verificação e/ou reparo são feitos gratuitamente em uma das concessionárias Renault, em até uma hora. O serviço deve ser agendado. Caso o cliente tenha dúvidas, a Renault oferece seu Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 055 56 15 ou pelo site www.renault.com.br/servicos/recall.

Honda convoca proprietários dos modelos Fit, City, Civic e Accord para substituição preventiva do insuflador do airbag do passageiro

Campanha envolve 34.530 veículos, com início de atendimento em 30 de janeiro

Da Redação

A Honda Automóveis do Brasil está convocando os proprietários dos automóveis relacionados a seguir a comparecerem a uma das concessionárias autorizadas da marca para a substituição gratuita do insuflador do airbag do passageiro.

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Em caso de colisão, primordialmente frontal de intensidade moderada ou severa, situação em que o acionamento do sistema de airbag é esperado, poderá haver o rompimento da estrutura do insuflador e, eventualmente, ocasionar a projeção de fragmentos metálicos no interior do veículo.

Em situações extremas, o defeito pode causar, além de danos materiais, lesões graves ou até mesmo fatais aos ocupantes e/ou terceiros.

A substituição do item é gratuita e deverá ser realizada em qualquer concessionária autorizada da marca a partir do dia 30 de janeiro.

O comunicado da montadora também se aplica aos veículos Civic, modelo 2001 a 2002, mesmo que já reparados na campanha do insuflador do airbag do passageiro iniciada em julho de 2010.

Alguns insufladores reparados anteriormente poderão sofrer, após longos períodos, degradação quando expostos às variações de umidade e temperatura.

A consulta à necessidade do reparo deve ser feita no link www.honda.com.br/recall. O agendamento pode ser efetuado pelo mesmo endereço eletrônico ou pela Central de Atendimento: 0800-701-3432 (segunda a sexta-feira, das 08h às 20h – horário de Brasília).

Para conferir os endereços das concessionárias Honda, acesse www.honda.com.br/concessionarias.

 

Novo Mini John Cooper Works Countryman será apresentado em abril

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 20/01/2017)

vei4-divulgacao-bmw-groupA segunda geração do Mini Countryman é a maior da gama de produtos da marca britânica. A versão esportiva do modelo, a John Cooper Works, conta com motor 2.0 turbo de 4 cilindros, que oferece 231 cv, o mais potente já instalado em um Mini. A velocidade máxima chega aos 234 km/h.

Feito com material resistente a altas temperaturas, a turbina gera uma pressão ampliada para 2.2 bar. Isso cria a base para o desenvolvimento de fornecimento de energia duradoura. O motor entrega seu torque máximo de 350 Nm entre 1.450 e 4.500 rpm. Ele oferece a sua potência máxima entre 5.000 e 6.000 rpm.

O Mini John Cooper Works Countryman alcança os 100 km/h, partindo da imobilidade, em 6,5 segundos e é equipado com transmissão esportiva Steptronic de 8 marchas. O câmbio pode ser operado por meio de paddle shifts no volante.

Auxiliam no desempenho o sistema de tração integral e a suspensão esportiva, além do sistema de freios Brembo. As rodas são em liga leve e podem ter o tamanho de 18 ou 19 polegadas.

vei5-divulgacao-bmw-groupO modelo é equipado com sistema de tração integral (ALL4). O sistema de controle dinâmico de estabilidade oferece tração segura em arrancadas, agilidade em curvas e desaceleração segura. Suas funções incluem DTC (Dynamic Traction Control – Controle Dinâmico de Tração), Electronic Differential Lock Control (EDLC) – que atua como um bloqueio eletrônico para o diferencial do eixo dianteiro – e Controle de Desempenho para Tomadas em curvas de velocidade.

Com um acréscimo de 17 cm no comprimento e 3 cm na largura, bem como uma distância entre eixos ampliada em 7,5 cm, a disponibilidade de espaço nos cinco assentos foi aperfeiçoada. O compartimento de bagagens foi ampliado para 450 litros e 1. 390 litros com bancos rebatidos.

mini-4O novo Mini John Cooper Works Countryman será apresentado ao público pela primeira vez em abril, no Shanghai Motor Show, na China. O lançamento para o mercado começará na primavera (do hemisfério norte) desse ano.

No Brasil, de acordo com a assessoria de imprensa do BMW Group, está confirmada a comercialização do novo Mini Countryman até o fim desse ano. Já a versão esportiva John Cooper Works ainda não tem presença garantida nas concessionárias nacionais.

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Fotos: Divulgação / BMW Group

*Com informações do BMW Group

Rangidos e estalos podem indicar falta de manutenção

Da Redação

Poucas coisas irritam mais do que não saber identificar de onde vêm certos ruídos no carro, se do interior ou da parte de fora. E é sabido que quanto mais antigo é o veículo, maiores serão as chances dos indesejados barulhinhos aparecerem.

Alguns podem indicar falta de manutenção e, se não identificados e corrigidos os problemas, o motorista pode ter gastos desnecessários no longo prazo.

A primeira orientação para identificar ruídos no carro é redobrar a atenção antes mesmo de sair de casa. “Checar com regularidade partes encaixadas do veículo desligado e na garagem é simples e toma pouco tempo. O condutor pode verificar itens internos como a tampa do porta-luvas, a fixação do tampão da porta e do de cobertura do bagageiro, especialmente quando o veículo transita por buracos, lombadas e pisos irregulares”, comenta Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI BRASIL, Centro de Experimentação e Segurança Viária, da MAPFRE.

Em casos em que os ruídos não são identificáveis, o especialista recomenda a avaliação por um profissional mecânico. “Ao menos uma vez ao ano é interessante que o motorista dê uma volta com o veículo, junto ao seu mecânico de confiança, com o objetivo de obter uma análise mais técnica e contar com os ouvidos mais acostumados desses profissionais, que podem identificar os itens desgastados e evitar problemas de desempenho e segurança nas vias”, finaliza Burin.

Confira alguns dos barulhos mais comuns identificados pelos motoristas e previna-se de gastos desnecessários:

·Rangidos podem ser identificados no revestimentos das portas, painel dianteiro, peças de plástico e suspensão

·Apito é geralmente o tradicional ruído das pastilhas de um dos freios dianteiros – ou de ambos, que acontece devido ao uso excessivo;

·Estalos e grunhidos são geralmente causados pela suspensão do carro e indicam dano, fatos que geram problemas ainda maiores no veículo.

Honda Civic EXL quer encarar o líder

José Oswaldo Costa   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 13/01/2017)

Décima geração do sedan médio oferece pacote completo, câmbio CVT e motor 2.0 16V aperfeiçoado

GEDSC DIGITAL CAMERAA décima geração do Honda Civic foi lançada no Brasil no fim do mês de julho do ano passado. A missão que lhe foi designada não é das mais simples: desbancar da liderança, dentro do segmento de sedans médios, o sucesso de vendas do Toyota Corolla.

Entre setembro (primeiro mês “cheio” de comercialização do modelo) e dezembro de 2016, o Civic emplacou 10.970 unidades, ou seja, uma média mensal de cerca de 2.743 unidades. Bem perto das 3 mil unidades/mês que a montadora anunciou, como objetivo, na sua apresentação.

No acumulado do ano, contando com a antiga geração, o modelo emplacou 20.857 unidades (1.738 unidades/mês), o que lhe garantiu a segunda colocação no segmento. No ranking nacional, lhe coube a 28ª posição geral entre os mais vendidos.

Porém, ficou a “anos-luz” do Corolla. O sedan da Toyota vendeu, em 2016, nada menos que 64.740 unidades, ou seja, cerca de 5.395 unidades/mês. Esses números garantiram, com folga, a liderança do segmento e a honrosa 5ª colocação no ranking nacional.

Na 3ª colocação entre os sedans médios ficou o Chevrolet Cruze com 12.064 unidades emplacadas em 2016 (cerca de 1.738 unidades/mês).

O ano novo ainda está muito no início mas, até ontem, o quadro não mostrou alteração. O Toyota Corolla aparece na 4ª colocação geral no mês de janeiro, com 1.760 unidades vendidas. O Honda Civic está na 23ª colocação geral com 651 emplacamentos.

O Cruze vendeu 406 unidades até ontem (32ª posição geral). Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

GEDSC DIGITAL CAMERADC Auto teve a oportunidade de avaliar a versão intermediária do novo Honda Civic, a EXL. Essa versão não é equipada com aquela que, tirando o novo design, talvez seja a maior novidade do modelo: o motor turbo. Esse propulsor está reservado somente para versão Touring, que é a topo de linha.

O Civic EXL apresenta o já conhecido motor 2.0, que passou por melhorias, capaz de render 150/155 cv (gasolina/etanol). A novidade fica por conta da adoção do câmbio CVT, que simula 7 marchas e traz a opção por trocas manuais através de “borboletas” atrás do volante.

Não se engane. Esse câmbio não acarreta em perda de desempenho, como alguns imaginam. Isso é coisa do passado, reveja seus conceitos. Além de não comprometer o desempenho, oferece uma bem-vinda economia de combustível.

O CVT oferece opção esporte, bastando colocar a alavanca na posição S (logo após a posição Drive). Dessa forma, as trocas de marchas são feitas em rotações mais elevadas. Não custa lembrar que é um câmbio continuamente variável, ou seja, essas mudanças são simuladas.

Se o condutor optar pela economia de combustível, como no carregado trânsito urbano, existe a opção pelo modo econômico (Econ), ativado por meio de botão localizado no console central.

Rodando, o sedan mostra bom acerto do conjunto da suspensão para o precário revestimento de asfalto das nossas ruas e estradas. Ponto para os engenheiros da Honda, que optaram por uma suspensão traseira do tipo multilink, capaz de filtrar muito bem as imperfeições, trazendo conforto, e oferecendo uma boa estabilidade para o carro.

Outra característica agradável, e proveniente de outras gerações do modelo, é a posição dos bancos dianteiros mais rentes ao piso, muito boa para dirigi-lo, principalmente, em curvas de alta velocidade. Com certeza, é algo que também divide opiniões.

Ainda mais em um momento em que a predominância no mercado é de modelos que oferecem uma posição mais elevada, algo que satisfaz principalmente – mas não exclusivamente – o público feminino.

Design – A 10ª geração do Civic mudou bastante no que diz respeito a desenho, principalmente, na traseira. E talvez aí esteja o problema refletido nos números de vendas. Durante o período em que estivemos com o modelo, as opiniões sobre sua beleza ficaram divididas, com uma maior porcentagem para aqueles que não gostaram da nova traseira, achando-a por demais exagerada, até mesmo, extravagante.

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Fotos: José Oswaldo Costa

Nos chamou a atenção uma pessoa que disse: “Parece uma traseira com lanternas da Volvo, mas com um desenho mal resolvido”. Realmente, existe certa semelhança com alguns modelos da marca sueca. Porém, beleza é algo muito subjetivo e particular e, claro, encontramos outras pessoas que consideraram o novo Civic muito bonito, moderno e com um desenho mais esportivo.

A frente encontrou menos resistência entre as pessoas com as quais conversamos, obtendo uma maior receptividade. Chamam atenção os faróis estreitos e a barra cromada (aonde se localiza o logotipo da Honda) que se estende por cima deles.

Novo interior agrada pela qualidade

Como é característica da Honda, o interior do novo Civic é bem-acabado, utilizando materiais de qualidade e agradáveis ao toque. O couro predomina, sendo o revestimento dos bancos, painéis das portas e do volante multifuncional. Painel, console central e volante possuem partes com um bonito acabamento cromado.

O quadro de instrumentos foi totalmente modificado. O desenho com velocímetro e alguns mostradores em posição elevada em relação ao volante, e separada do conta-giros (em posição inferior), foi definitivamente abandonado. Agora, todos os instrumentos estão acomodados em uma peça única e mais tradicional, de bom gosto e com mostradores digitais.

vei4-honda-divulgacaoCinco pessoas podem viajar no modelo confortavelmente, mas com a presença do ressalto central do piso, o ideal é que sejam quatro ocupantes. Todos contam com encosto para a cabeça e cinto de segurança de três pontos.

Dentre outros, o Honda Civic EXL é equipado com seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), controles de estabilidade e tração, sistema de vetorização de torque, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, assistente de partidas em rampas, faróis de neblina, câmera de ré, ar-condicionado digital de duas zonas, direção eletricamente assistida, rodas em liga leve de 17 polegadas, freio de estacionamento elétrico, banco do motorista com ajuste de altura, volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade, “borboletas” para trocas de marchas manuais e sistema multimídia sensível ao toque com tela de 7 polegadas (rádio, telefonia, GPS e sistemas CarPlay e Android Auto).

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Fotos: Divulgação / Honda

Essa versão não oferece opcionais. Uma ausência percebida por nós durante a avaliação foram os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. A câmera de ré atenua o problema, mas o ideal é que ela trabalhe em conjunto com os sensores. Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) o preço do Honda Civic 2.0 16V EXL é R$ 107 mil.

Ficha Técnica:

✔ Velocidade máxima — 195 km/h (etanol)

✔ 0 a 100 km/h — 10,9 segundos (etanol)

✔ Potência — 150/155 cv (gasolina/etanol)

✔ Consumo médio gasolina — 10,3 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada)

✔ Consumo médio etanol — 7,1 km/l (cidade) e 8,7 km/l (estrada)

✔ Distância entre eixos —2,70 metros

✔ Comprimento — 4,64 metros

✔ Largura — 1,80 metro

✔ Altura — 1,43 metro

✔ Capacidade do porta-malas — 519 litros

✔ Capacidade do tanque — 56 litros

✔ Pneus/ Rodas — 215/50 R17 / Liga leve 17 polegadas

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Foto: José Oswaldo Costa

Seguro deve cobrir os danos com enchentes

Da Redação       (Publicado no Diário do Comércio)

Já estamos no verão, tempo de sol, praia, sorvetes… e também das chuvas e das temidas enchentes. Quem tem um carro e passa constantemente por regiões com risco de alagamento sabe a dor de cabeça que dá ter que ficar ilhado enquanto espera a água baixar – ou, pior ainda, quando o veículo é invadido pela água, por todos os lados!

O quadro pode ser desesperador, mas saiba que com o seu seguro de carro, você está protegido contra esse tipo de problema.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) determina que os planos básicos – ou seja, aqueles que possuem cobertura contra colisão, roubo e incêndio – também incluam a cobertura relacionada à submersão total ou parcial do veículo. Ela somente é válida para a submersão em água doce, não contempla os sinistros ocorridos com água salgada.

Vale lembrar que, caso seja confirmada atitudes que agravem os riscos – como tentar passar pela enchente ao invés de deixar o carro estacionado, esperando baixar o nível de água – as seguradoras não aceitarão reembolsar o cliente.

E como fazer caso você não tenha um seguro automotivo e passou por uma enchente? Bem, nesse caso, os valores para conserto do carro avariado pelas chuvas podem chegar ao prejuízo de R$ 2 mil até R$ 10 mil, com recuperação na parte mecânica, elétrica, funilaria e limpeza do veículo, podendo ficar até dois meses na oficina.

Os desafios da indústria no cenário atual

Rogério Machado* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 06/01/2017)

Embora os automóveis sejam responsáveis por geração de trabalho, o setor é bastante vulnerável

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Fachada da planta do Grupo FCA em Goiana (PE).

A força da indústria automotiva sobre a economia é determinante em qualquer parte do mundo. Prova disso é que apenas um dos países integrantes do G20 não produz automóvel: a Arábia Saudita.

O significado desse setor sobre os empregos é colossal e, no Brasil, a cadeia produtiva do automóvel absorve 1,5 milhão de empregos, número discreto comparado com 7,25 milhões dos Estados Unidos e os 12 milhões da Europa.

Por aqui, a estratégia do governo sobre o setor sempre gerou incongruências. Uma delas é a carga tributária que passa dos 30%, quase duas vezes maior do que a do Japão e mais de quatro vezes a norte-americana.

Embora os automóveis sejam vetores de tanta riqueza, a posição de abrangência desta atividade também faz com que o setor seja muito vulnerável às intempéries econômicas. E isto se agrava ainda mais com a oscilação da taxa de juros, já que a maior parte dos negócios acontece através de financiamentos.

vei5-divulgacao-grupo-fca-cleliotomazO revés da economia brasileira impôs mais um ano de queda na produção e, estimando os números de dezembro, teremos no mínimo 13% de perdas na produção. Somando nacionais e importados, estima-se que o número de veículos e comerciais leves vendidos por aqui ficará perto de 1,9 milhão.

O resultado ruim traz consequências sociais inestimáveis. A grande redução de postos de trabalho no setor provavelmente não irá recuperar os patamares pré-crise.

As tecnologias de produção se desenvolvem rapidamente e os produtos são projetados para favorecerem os processos industriais, sendo assim, podemos concluir que cada projeto novo demandará menos energia e menos mão de obra.

vei6-divulgacao-grupo-fca-cleliotomazOs investimentos das empresas não param e, em meio a toda confusão, as montadoras tiveram êxito em incorporar soluções mecânicas atuais com propulsores mais eficientes, dando um passo importante.

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Fotos: Divulgação / Grupo FCA / ClelioTomaz

Entre as inúmeras oportunidades de aprendizado, esse momento difícil coloca em xeque as engessadas relações trabalhistas e evidencia a necessidade de uma gestão pública menos intervencionista e que se volte para itens como educação, produtividade e infraestrutura.

Estados Unidos – Nos EUA, o desempenho da indústria automotiva foi positivo pelo terceiro ano consecutivo, com 17,4 milhões de unidades vendidas, superando por pouco os números de 2015. Apresenta, no entanto, um nítido sinal de estabilização pela frente com anúncios de lay off por parte de grandes empresas, já no início do ano.

Um indicador utilizado para prever o crescimento do mercado americano é a venda de imóveis residenciais que, até setembro, apresentou uma queda de 7,6%. Um motivo adicional para que o crescimento das vendas de automóveis não seja significativo.

No próximo ano ainda existe a incerteza com relação às estratégias do novo presidente tanto no setor industrial quanto na política ambiental.

Os fabricantes americanos têm sobre si regulamentações ambientais cada vez mais severas e, por outro lado, uma elevada participação de camionetes médias no mercado, notoriamente produtos mais pesados e mais difíceis para a gestão das emissões.

Dessa forma se eleva a pressão sobre o Congresso e, um governo predominantemente republicano, pode se tornar mais receptivo aos pedidos de afrouxamento das exigências.

Outra situação interessante, e que traz alguma incerteza, paira sobre o carro elétrico que custa mais que os convencionais e exige incentivos governamentais para a sua introdução. Sem a participação do governo, ele não evolui.

Na Europa, o crescimento foi de 6%

Na Europa, também em um ciclo de três anos de crescimento, o fechamento de 6% de elevação das vendas é um ótimo resultado, principalmente considerando a entrada de carros americanos e asiáticos na região.

O escândalo das emissões de setembro de 2015, afrontado em 2016, representou uma grande ameaça a um dos gigantes do setor, a Volkswagen (juntamente com a Audi, Skoda e Seat).

A crise foi superada através de uma série de mudanças no quadro gerencial e de uma rápida reorganização das áreas afetadas. Os números indicam que a credibilidade do grupo alemão foi resgatada com um aumento de 6,3% nas vendas na Europa (cresceu também nos EUA).

O mercado europeu também mostrou este ano um relativo declínio da motorização diesel. A queda não é grande, mas representa uma tendência já observada desde 2011 sobre os carros pequenos e compactos com estes motores, se mantendo hoje sobre os veículos maiores.

Também no velho mundo os indicadores apontam para certa estabilização no próximo ano, principalmente influenciada pelas eleições, pelo referendum na Itália e pelo Brexit.

Estamos em um momento da história em que se fala de uma verdadeira revolução da mobilidade com mudanças da base energética e na gradativa robotização dos veículos. Curiosamente, o Brasil aparece aí como mero espectador, dirigido por um governo de transição que tem o desafio de implementar, em um curto prazo, mudanças gigantescas sob uma forte tempestade.

O ano que se inicia trará mais incertezas no cenário internacional com o novo governo americano e as eleições europeias.

Estamos vivendo um momento único que definirá nossa posição futura e nem todos se deram conta disso.

*Colaborador