Mitsubishi L200 Triton Sport – off road com classe

Rogério Machado* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 07/10/2016)

de Mogi Guaçu (SP)

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Divulgação / HPE Automotores do Brasil / Murilo Mattos

A nova Mitsubishi Triton Sport é resultado de uma grande reengenharia da Triton tradicional, apresentando soluções que realmente conferiram mais vitalidade, conforto e tecnologia ao modelo.
A carroceria mantém as mesmas formas básicas e, um olhar mais atento, identificará o novo tratamento da lateral através da adoção de uma nervura logo abaixo da linha de cintura que percorre a lateral desde a nova lanterna traseira até o farol, com uma interrupção na região de encontro das portas que receberam maçanetas cromadas.

A montadora informa que o desenvolvimento da carroceria resultou em um coeficiente de arraste aerodinâmico de Cd 0,40. Isso representa um bom resultado para uma picape e essa é uma área em que o segmento tem avançado muito.
Considerando o capô em forma de cunha a área de visão é beneficiada, sendo bastante útil em percursos com declives acentuados nos quais existe uma perda temporária de visibilidade da trilha. A carroceria apresentou algumas variações nos ângulos de entrada (30º) e saída (22º), mas ainda se mantém dentro do padrão da categoria.

A manobrabilidade é favorecida por um diâmetro de giro de 12,7 metros, adequado também ao uso urbano. O grupo ótico recebeu faróis de xenon e uma faixa de LED para uso diurno que simplifica a vida do motorista quando retornar a vigência da nova legislação.

Para completar o conjunto foram acrescentados faróis de neblina inseridos no pára-choque e a grade anterior tem acabamento cromado. Para quem não gosta de cromados estão disponíveis, como acessórios, outras três opções de grade: uma com padrão carbono, uma preta e outra grafite.
A caçamba oferece a possibilidade de carregar até 1 tonelada e cresceu 20cm no comprimento e 7cm na altura em relação a Triton tradicional. A tampa de acesso possui o centro de gravidade deslocado para frente de modo a evitar abertura espontânea ao destravar a fechadura. O brake light e a câmara de ré estão incorporados à tampa.
O interior preto é dotado de assentos revestidos de couro com densidades variadas e seu ajuste elétrico, somado ao volante com regulagem de altura e profundidade, permite estabelecer uma posição ideal de conforto.

O painel apresenta o sistema multimídia em uma tela central touch screen de 7 polegadas e a partida se dá sem o uso da chave, a partir de um botão situado à esquerda do volante.

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Divulgação / HPE Automotores do Brasil

Na parte central do quadro de instrumentos está localizado um computador de bordo com as funções de praxe. O ar condicionado é do tipo dual-zone e, a cabine, dispõe de airbags de cortina, laterais, de joelho para o motorista e frontais.
Considerando todas as modificações para colocar a Triton Sport em outro nível, o que mais chama a atenção são as novidades do motor e a adoção de sistemas de controle de tração e direção. O carro está equipado com um motor turbo diesel de 2,4 litros que produz surpreendentes 190 cavalos, com torque perto de 44 Kgfm e a relação peso potência é de 10,2 quilos por cavalo gerado.

Rodando – Durante a prova de pista, realizada no autódromo Velo Città (Mogi Guaçu – SP), foi possível avaliar tanto o desempenho do motor quanto a estabilidade e aí esta incluída, também, aquela salada de letras formada pelos dispositivos de segurança atrelados ao sistema de freios (BOS, ABS, EBD, ESS e BAS).
Essas tecnologias realmente elevam a segurança a outro patamar e, durante manobras em pista, simulando desvios de emergência, comprovamos que o controle de tração e de estabilidade atuam sobre os freios de diferentes rodas corrigindo o sobre esterço (saída de traseira) e o sub esterço (saída de frente) enquanto privilegia a melhor aderência ao solo, mantendo uma trajetória segura até a imobilidade ou o retorno da dirigibilidade.

Realmente é grande a segurança, particularmente importante em um veiculo mais alto e pesado.
A utilização da picape no autódromo reforça a percepção do seu caráter híbrido. Serve perfeitamente como transporte da família sem comprometer o uso fora de estrada.
Nas saídas de curva as respostas são rápidas, comprovando a eficiência do motor e do câmbio automático, que também permite o modo manual e o uso de paddle shifts.

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Divulgação / HPE Automotores / Murilo Mattos

O volante gira 3,8 voltas de batente a batente, o que favorece manobras de entrada e saída de vagas. A ergonomia dos bancos ficou realmente bem resolvida e a posição das pernas oferece maior comodidade, mesmo em percursos de longa duração.
Na pista off-road, dotada de obstáculos realmente desafiadores, avaliamos o ASTC (Active Stability and Traction Control,) que se torna uma ferramenta poderosa, auxiliando o motorista na mudança dos parâmetros do veiculo de acordo com a situação que se apresente.

Seja na lama, bancos de areia, no piso com erosões ou trafegando em encostas com inclinação lateral de 27 graus, o sistema está pronto para entrar em ação a qualquer momento.
O desenho dos bancos volta a mostrar vantagens em manobras mais severas do off-road quando o motorista tem sua posição estabilizada pelas almofadas laterais do assento e do encosto (side support), impedindo o deslocamento lateral involuntário.
A tração, denominada pela Mitsubishi de Super Select II, possibilita rodar no modo 4×2 em piso seco na cidade e na estrada, priorizando a economia de combustível, e essa é provavelmente a condição que será mais utilizada.
Na chuva, em piso escorregadio, a melhor opção é o 4×4, que confere mais segurança. Em manobras fora de estrada, com obstáculos mais severos, a opção 4×4 com bloqueio do diferencial supera bancos de areia, lama e trechos alagados com sucesso.

Finalmente, caso a situação fique ainda mais complicada, o modo 4×4 com redução é a opção final, transpondo praticamente qualquer obstáculo. A escolha destas opções e feita através de um seletor giratório no console, posição ergonomicamente melhor do que no painel.

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Divulgação / HPE Automotores do Brasil

Usando o modo 4×2 na estrada, a picape produz um rodar suave com um bom isolamento acústico. A direção é precisa e os pneus 265/70 com aro 16 polegadas, que se comportaram bem na terra, não deixaram a desejar no asfalto. Trafegando em torno de 110 km/h, as rotações do motor ficam na faixa de 1.500 rpm com um bom conforto acústico, sem ruídos incômodos dos pneus ou do motor.
Seguramente, o upgrade do novo modelo representa um diferencial importante quanto ao seu conteúdo e desempenho, acrescido do uso flexível na cidade, estrada ou fora de estrada sem perda de conforto e das funções em nenhum destes cenários.
Com relação aos preços e versões, são três as opções: Sport HPE Top – R$174,99 mil; Sport HPE – R$164,99 mil e Sport GLS – R$131,990 mil. A garantia é de três anos.

Nissan adquiriu 34% da Mitsubishi

O ano de 2016 ficará na história das montadoras como um ano de grandes escândalos relacionados às informações incorretas sobre emissões de gases. O fato de terem ocorrido também em montadoras tradicionais de países que ocupam o vértice da tecnologia automotiva, como Alemanha e Japão, talvez tenha provocado maior surpresa.
Uma das japonesas penalizadas foi a Mitsubishi e, pelo o que se sabe, os dados modificados foram aplicados somente aos microcarros vendidos no mercado japonês. Como resultado disso, após o fato receber publicidade em maio desse ano, as perdas naquele mercado foram colossais e as ações caíram a tal ponto que a Nissan, que já era parceira da Mitsubishi em diversas plataformas desde 2011, entrou na sociedade, adquirindo nada menos que 34% da empresa e assumindo o controle.

O custo foi alto e resultou no fechamento de fábricas da Mitsubishi nos EUA e na Europa.
Curiosamente, a Nissan já havia entrado em cena anteriormente para socorrer a Renault, em 1996, e o protagonista desse salvamento foi o seu CEO (Chief Executive Officer), o brasileiro Carlos Ghosn, apelidado, na França, de cortador de custos (Cost Killer).
Agora, Ghosn entra em ação novamente com o objetivo de colocar a Mitsubishi nos trilhos. Tanto no sudeste asiático, como no Brasil, duas famílias de produtos da marca conquistaram importantes parcelas no mercado: a picape Triton e o SUV Pajero. É claro que as duas regiões passaram a ocupar uma posição estratégica no mapa de Ghosn, o que é bom para o Brasil.

*o colaborador viajou a convite da HPE Automotores do Brasil

L200 Triton em números:

✔ Distância entre eixos — 3,00 metros

✔ Comprimento — 5,28 metros

✔ Largura — 1,82 metro

✔ Altura — 1,80 metro

✔ Dimensões Internas Caçamba – Comprimento: 1,52 metro / Largura: 1,47 metro / Altura: 0,48 metro

✔ Capacidade do tanque — 75 litros

✔ Pneus e Rodas — 265/70 R16 / Liga leve de 16 polegadas

✔ Ângulo de entrada – 30º

✔ Ângulo de saída – 22º

✔ Altura livre do solo – 220 mm

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