Compass – novo norte para o segmento

José Oswaldo Costa* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 30/09/2016)

do Recife (PE)

Jeep Compass Longitude Diesel
Divulgação / Jeep / Marcos Camargo

A Jeep apresentou, nessa semana, a nova geração do SUV médio Compass.  O modelo, que fez sua estréia mundial, é fabricado na planta de Goiana (PE). A produção local atenderá ao mercado da América Latina.

Com a inclusão do Compass, a produção da fábrica pernambucana – que também inclui o Jeep Renegade e a Fiat Toro – chega a 180 mil unidades/ano. Sua capacidade instalada é para 250 mil unidades/ano.

O Compass ficou muito bonito e, principalmente na traseira, lembra muito seu “irmão” maior, o Grand Cherokee. Na frente, destaque para a tradicional grade do radiador com suas sete fendas e os pára-lamas com contornos trapezoidais.

Jeep Compass Longitude Diesel
Divulgação / Jeep / Marcos Camargo

A linha do teto, descendente na traseira, dá o toque esportivo. Tanto os faróis, quanto as lanternas traseiras, receberam assinatura em LED e são de série desde a versão de entrada. Luzes diurnas e faróis de neblina também estão presentes. Nas versões Limited e Trailhawk os faróis são de xenon.

Jeep Compass Longitude Diesel
Divulgação / Jeep / Marcos Camargo

Chama atenção o friso que começa na base da coluna A, acompanha a linha superior dos vidros laterais, atravessa a coluna C e contorna o vidro traseiro pela lateral e por baixo. Na traseira, as lanternas, com bonito e moderno design, invadem a tampa do porta-malas.

No interior, agradável e acolhedor, destaque, assim como já ocorre com o Renegade, para o esmerado acabamento que utiliza materiais de qualidade superior. O revestimento do painel, por exemplo, é de material emborrachado e macio ao toque.

O quadro de instrumento traz tela em TFT (de sete polegadas) com informações sobre o utilitário no computador de bordo incluindo, também, áudio, GPS, telefonia e recursos de segurança.

Projeto 551 JEEP
Divulgação / Jeep / Studio Cerri

O sistema multimídia apresenta tela de 8,4 polegadas sensível ao toque a partir da versão Longitude. Através dela são controlados áudio, GPS, ar-condicionado, Bluetooth e apresentadas as imagens da câmera de ré. O sistema de som da marca Beats, de 506 Watts de potência, 9 alto-falantes e subwoofer é opcional.

Projeto 551 JEEP
Divulgação / Jeep / Studio Cerri

No quesito segurança, são itens de série: controle eletrônico de estabilidade (ESC), sistema anticapotamento (ERM), sistema de monitoramento de pressão de pneus (TPMS), controle de velocidade de cruzeiro, controle de partida em subida, assistente de partida em rampa (HSA), freios a disco nas quatro rodas com ABS, três pontos de fixação de cadeiras infantis Isofix, repetidores de direção nos retrovisores externos, faróis de neblina com função cornering (acende do lado que se esterça em manobras ou em baixas velocidades) e direção de torque dinâmico (DST), que induz o condutor a virar o volante corretamente em uma situação de perda de aderência.

 As versões Sport e Longitude oferecem os obrigatórios airbags frontais. Como opcionais, podem ser equipadas com mais cinco (dois laterais, dois do tipo cortina e um para os joelhos do motorista). Os sete airbags são de série para as versões Limited e Trailhawk.

 Outros recursos presentes no Jeep Compass são o controle adaptativo de velocidade (ACC), monitoramento de mudança de faixa (LDW), farol alto automático (AHB) e aviso e prevenção de colisão frontal (FCWP), que engloba frenagem automática. O sistema de estacionamento automático, Park Assist, que opera em vagas paralelas e perpendiculares, é outro recurso disponível.

Jeep Compass Longitude Diesel
Divulgação / Jeep / Marcos Camargo

 Motores e câmbios – Serão duas opções de motor e câmbio. O motor 2.0 bicombustível oferece 159/166 cv de potência e 20,5 kgfm de torque. Ele trabalha em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas.

A outra motorização é a 2.0 turbodiesel capaz de render 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque.  Nesse caso, o câmbio é automático de 9 marchas. Somente as versões com motor a diesel possuem tração 4×4. O motivo alegado pela montadora é o fato desses motores oferecerem mais torque.

Projeto 551 JEEP
Divulgação / Jeep / Pedro Brito / Studio Cerri

A tração 4×4 com função 4WD Low (reduzida), chamada pela montadora de Jeep Active Drive Low, acompanha o sistema Selec-Terrain, que prepara o veículo para lidar da melhor forma possível com o piso.

 Basta girar o seletor no console central e o conjunto mecânico se adapta aos modos Snow (neve, para terrenos escorregadios), Sand (areia), Mud (lama) e Rock (pedra), este último exclusivo da versão Trailhawk. Ainda há o modo Auto, quando o veículo se adapta da melhor maneira possível, de forma automática, ao terreno o qual trafega.

Projeto 551 JEEP
Divulgação / Jeep / Pedro Brito / Studio Cerri

 Tivemos a oportunidade de guiar o Compass em uma pista off road, montada dentro da planta da Jeep em Goiana (PE), e podemos afirmar que nenhum dos concorrentes apontados pela montadora possuem capacidade equivalente para terrenos desse tipo. Sua aparência mais urbana engana, e muito!

 Os números de consumo, medidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) são: 2.0 Flex (gasolina) – 8,1 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada; 2.0 Flex (etanol) – 5,5 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada e 2.0 Turbodiesel – 9,8 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada.

Versões e preços sugeridos do Jeep Compass:

Sport 2.0 Flex 4×2 (automático 6 marchas) – R$99,99 mil

Longitude 2.0 Flex 4×2 (automático 6 marchas) – R$106,99 mil

Limited 2.0 Flex 4×2 (automático 6 marchas) – R$124,99 mil

Longitude 2.0 Turbodiesel 4×4 (automático 9 marchas) – R$132,99 mil

Trailhawk 2.0 Turbodiesel 4×4 (automático 9 marchas) – R$149,99 mil

Haverá uma edição de lançamento, limitada a 500 unidades, que recebeu o nome de Opening Edition. Ela é baseada na versão Longitude Flex. O pacote de itens que a equipa custa R$2,5 mil. O preço sugerido final ficará em torno de R$109,50 mil.

Devido ao preço das versões de entrada, uma questão levantada pela imprensa presente ao evento de lançamento, dizia respeito a uma possível canibalização das versões mais caras do Renegade pelo Compass.

De acordo com os diretores da Jeep, o Renegade está mais vinculado ao Wrangler. Por esse motivo, ele atende um público mais voltado para o off-road, um perfil de usuário que gosta de encarar o fora de estrada

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Divulgação / Jeep

Por outro lado, o Compass está ligado ao Cherokee e, dessa forma, a um perfil de comprador mais urbano. Dessa forma, o comprador de um Renegade não é o mesmo de um Compass e não haverá “concorrência” nas vendas dos dois modelos.

A Jeep acredita que os principais concorrentes do SUV médio serão os seguintes, de acordo com cada motorização: Flex – Hyundai ix35; Kia Sportage e Mitsubishi ASX. Diesel – BMW X1; Mercedes-Benz GLA e Audi Q3.

A montadora tem expectativa de que a versão Longitude concentrará 50% das vendas do novo modelo (Flex – 30% e Turbodiesel – 20%). O Compass tem garantia de 3 anos e as revisões são a cada 12 mil quilômetros para as versões flex e 20 mil quilômetros para as diesel.

Falando em vendas, a Jeep espera comercializar cerca de 24 mil unidades/ano, ou seja, algo em torno de 2 mil unidades/mês. Do total anual, 8 mil unidades deverão abastecer os demais mercado da América Latina. Traduzindo, no Brasil espera-se que sejam emplacadas 16 mil unidades/ano (1.330 unidades/mês).

São números bastante ambiciosos e que tornariam o Compass líder do segmento. Isso porque, dos concorrentes apontados pela Jeep, o Hyundai ix35 foi o líder de vendas em 2015. E ele emplacou, no ano passado, 14.729 unidades (algo em torno de 1.227 unidades/mês).

Ainda teremos a oportunidade de avaliar o novo Compass por um período mais longo. Mas, nesse primeiro contato com o modelo e em conversas com colegas jornalistas, ficou claro para todos que a Jeep tem em mãos um veículo acima da média, plenamente capaz de repetir o enorme sucesso do Renegade no Brasil.

Design, conforto, tecnologia, desempenho e, principalmente, preços ao ser comparado com a concorrência, o Compass tem de sobra. O mercado dirá se essa expectativa será, ou não, confirmada.

*o colaborador viajou a convite da Jeep

**as fotos utilizadas nesse texto são da versão Longitude Diesel

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