Rangidos e estalos podem indicar falta de manutenção

Da Redação

Poucas coisas irritam mais do que não saber identificar de onde vêm certos ruídos no carro, se do interior ou da parte de fora. E é sabido que quanto mais antigo é o veículo, maiores serão as chances dos indesejados barulhinhos aparecerem.

Alguns podem indicar falta de manutenção e, se não identificados e corrigidos os problemas, o motorista pode ter gastos desnecessários no longo prazo.

A primeira orientação para identificar ruídos no carro é redobrar a atenção antes mesmo de sair de casa. “Checar com regularidade partes encaixadas do veículo desligado e na garagem é simples e toma pouco tempo. O condutor pode verificar itens internos como a tampa do porta-luvas, a fixação do tampão da porta e do de cobertura do bagageiro, especialmente quando o veículo transita por buracos, lombadas e pisos irregulares”, comenta Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI BRASIL, Centro de Experimentação e Segurança Viária, da MAPFRE.

Em casos em que os ruídos não são identificáveis, o especialista recomenda a avaliação por um profissional mecânico. “Ao menos uma vez ao ano é interessante que o motorista dê uma volta com o veículo, junto ao seu mecânico de confiança, com o objetivo de obter uma análise mais técnica e contar com os ouvidos mais acostumados desses profissionais, que podem identificar os itens desgastados e evitar problemas de desempenho e segurança nas vias”, finaliza Burin.

Confira alguns dos barulhos mais comuns identificados pelos motoristas e previna-se de gastos desnecessários:

·Rangidos podem ser identificados no revestimentos das portas, painel dianteiro, peças de plástico e suspensão

·Apito é geralmente o tradicional ruído das pastilhas de um dos freios dianteiros – ou de ambos, que acontece devido ao uso excessivo;

·Estalos e grunhidos são geralmente causados pela suspensão do carro e indicam dano, fatos que geram problemas ainda maiores no veículo.

Honda Civic EXL quer encarar o líder

José Oswaldo Costa   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 13/01/2017)

Décima geração do sedan médio oferece pacote completo, câmbio CVT e motor 2.0 16V aperfeiçoado

GEDSC DIGITAL CAMERAA décima geração do Honda Civic foi lançada no Brasil no fim do mês de julho do ano passado. A missão que lhe foi designada não é das mais simples: desbancar da liderança, dentro do segmento de sedans médios, o sucesso de vendas do Toyota Corolla.

Entre setembro (primeiro mês “cheio” de comercialização do modelo) e dezembro de 2016, o Civic emplacou 10.970 unidades, ou seja, uma média mensal de cerca de 2.743 unidades. Bem perto das 3 mil unidades/mês que a montadora anunciou, como objetivo, na sua apresentação.

No acumulado do ano, contando com a antiga geração, o modelo emplacou 20.857 unidades (1.738 unidades/mês), o que lhe garantiu a segunda colocação no segmento. No ranking nacional, lhe coube a 28ª posição geral entre os mais vendidos.

Porém, ficou a “anos-luz” do Corolla. O sedan da Toyota vendeu, em 2016, nada menos que 64.740 unidades, ou seja, cerca de 5.395 unidades/mês. Esses números garantiram, com folga, a liderança do segmento e a honrosa 5ª colocação no ranking nacional.

Na 3ª colocação entre os sedans médios ficou o Chevrolet Cruze com 12.064 unidades emplacadas em 2016 (cerca de 1.738 unidades/mês).

O ano novo ainda está muito no início mas, até ontem, o quadro não mostrou alteração. O Toyota Corolla aparece na 4ª colocação geral no mês de janeiro, com 1.760 unidades vendidas. O Honda Civic está na 23ª colocação geral com 651 emplacamentos.

O Cruze vendeu 406 unidades até ontem (32ª posição geral). Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

GEDSC DIGITAL CAMERADC Auto teve a oportunidade de avaliar a versão intermediária do novo Honda Civic, a EXL. Essa versão não é equipada com aquela que, tirando o novo design, talvez seja a maior novidade do modelo: o motor turbo. Esse propulsor está reservado somente para versão Touring, que é a topo de linha.

O Civic EXL apresenta o já conhecido motor 2.0, que passou por melhorias, capaz de render 150/155 cv (gasolina/etanol). A novidade fica por conta da adoção do câmbio CVT, que simula 7 marchas e traz a opção por trocas manuais através de “borboletas” atrás do volante.

Não se engane. Esse câmbio não acarreta em perda de desempenho, como alguns imaginam. Isso é coisa do passado, reveja seus conceitos. Além de não comprometer o desempenho, oferece uma bem-vinda economia de combustível.

O CVT oferece opção esporte, bastando colocar a alavanca na posição S (logo após a posição Drive). Dessa forma, as trocas de marchas são feitas em rotações mais elevadas. Não custa lembrar que é um câmbio continuamente variável, ou seja, essas mudanças são simuladas.

Se o condutor optar pela economia de combustível, como no carregado trânsito urbano, existe a opção pelo modo econômico (Econ), ativado por meio de botão localizado no console central.

Rodando, o sedan mostra bom acerto do conjunto da suspensão para o precário revestimento de asfalto das nossas ruas e estradas. Ponto para os engenheiros da Honda, que optaram por uma suspensão traseira do tipo multilink, capaz de filtrar muito bem as imperfeições, trazendo conforto, e oferecendo uma boa estabilidade para o carro.

Outra característica agradável, e proveniente de outras gerações do modelo, é a posição dos bancos dianteiros mais rentes ao piso, muito boa para dirigi-lo, principalmente, em curvas de alta velocidade. Com certeza, é algo que também divide opiniões.

Ainda mais em um momento em que a predominância no mercado é de modelos que oferecem uma posição mais elevada, algo que satisfaz principalmente – mas não exclusivamente – o público feminino.

Design – A 10ª geração do Civic mudou bastante no que diz respeito a desenho, principalmente, na traseira. E talvez aí esteja o problema refletido nos números de vendas. Durante o período em que estivemos com o modelo, as opiniões sobre sua beleza ficaram divididas, com uma maior porcentagem para aqueles que não gostaram da nova traseira, achando-a por demais exagerada, até mesmo, extravagante.

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Fotos: José Oswaldo Costa

Nos chamou a atenção uma pessoa que disse: “Parece uma traseira com lanternas da Volvo, mas com um desenho mal resolvido”. Realmente, existe certa semelhança com alguns modelos da marca sueca. Porém, beleza é algo muito subjetivo e particular e, claro, encontramos outras pessoas que consideraram o novo Civic muito bonito, moderno e com um desenho mais esportivo.

A frente encontrou menos resistência entre as pessoas com as quais conversamos, obtendo uma maior receptividade. Chamam atenção os faróis estreitos e a barra cromada (aonde se localiza o logotipo da Honda) que se estende por cima deles.

Novo interior agrada pela qualidade

Como é característica da Honda, o interior do novo Civic é bem-acabado, utilizando materiais de qualidade e agradáveis ao toque. O couro predomina, sendo o revestimento dos bancos, painéis das portas e do volante multifuncional. Painel, console central e volante possuem partes com um bonito acabamento cromado.

O quadro de instrumentos foi totalmente modificado. O desenho com velocímetro e alguns mostradores em posição elevada em relação ao volante, e separada do conta-giros (em posição inferior), foi definitivamente abandonado. Agora, todos os instrumentos estão acomodados em uma peça única e mais tradicional, de bom gosto e com mostradores digitais.

vei4-honda-divulgacaoCinco pessoas podem viajar no modelo confortavelmente, mas com a presença do ressalto central do piso, o ideal é que sejam quatro ocupantes. Todos contam com encosto para a cabeça e cinto de segurança de três pontos.

Dentre outros, o Honda Civic EXL é equipado com seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), controles de estabilidade e tração, sistema de vetorização de torque, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, assistente de partidas em rampas, faróis de neblina, câmera de ré, ar-condicionado digital de duas zonas, direção eletricamente assistida, rodas em liga leve de 17 polegadas, freio de estacionamento elétrico, banco do motorista com ajuste de altura, volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade, “borboletas” para trocas de marchas manuais e sistema multimídia sensível ao toque com tela de 7 polegadas (rádio, telefonia, GPS e sistemas CarPlay e Android Auto).

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Fotos: Divulgação / Honda

Essa versão não oferece opcionais. Uma ausência percebida por nós durante a avaliação foram os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. A câmera de ré atenua o problema, mas o ideal é que ela trabalhe em conjunto com os sensores. Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) o preço do Honda Civic 2.0 16V EXL é R$ 107 mil.

Ficha Técnica:

✔ Velocidade máxima — 195 km/h (etanol)

✔ 0 a 100 km/h — 10,9 segundos (etanol)

✔ Potência — 150/155 cv (gasolina/etanol)

✔ Consumo médio gasolina — 10,3 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada)

✔ Consumo médio etanol — 7,1 km/l (cidade) e 8,7 km/l (estrada)

✔ Distância entre eixos —2,70 metros

✔ Comprimento — 4,64 metros

✔ Largura — 1,80 metro

✔ Altura — 1,43 metro

✔ Capacidade do porta-malas — 519 litros

✔ Capacidade do tanque — 56 litros

✔ Pneus/ Rodas — 215/50 R17 / Liga leve 17 polegadas

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Foto: José Oswaldo Costa

Seguro deve cobrir os danos com enchentes

Da Redação       (Publicado no Diário do Comércio)

Já estamos no verão, tempo de sol, praia, sorvetes… e também das chuvas e das temidas enchentes. Quem tem um carro e passa constantemente por regiões com risco de alagamento sabe a dor de cabeça que dá ter que ficar ilhado enquanto espera a água baixar – ou, pior ainda, quando o veículo é invadido pela água, por todos os lados!

O quadro pode ser desesperador, mas saiba que com o seu seguro de carro, você está protegido contra esse tipo de problema.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) determina que os planos básicos – ou seja, aqueles que possuem cobertura contra colisão, roubo e incêndio – também incluam a cobertura relacionada à submersão total ou parcial do veículo. Ela somente é válida para a submersão em água doce, não contempla os sinistros ocorridos com água salgada.

Vale lembrar que, caso seja confirmada atitudes que agravem os riscos – como tentar passar pela enchente ao invés de deixar o carro estacionado, esperando baixar o nível de água – as seguradoras não aceitarão reembolsar o cliente.

E como fazer caso você não tenha um seguro automotivo e passou por uma enchente? Bem, nesse caso, os valores para conserto do carro avariado pelas chuvas podem chegar ao prejuízo de R$ 2 mil até R$ 10 mil, com recuperação na parte mecânica, elétrica, funilaria e limpeza do veículo, podendo ficar até dois meses na oficina.

Os desafios da indústria no cenário atual

Rogério Machado* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 06/01/2017)

Embora os automóveis sejam responsáveis por geração de trabalho, o setor é bastante vulnerável

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Fachada da planta do Grupo FCA em Goiana (PE).

A força da indústria automotiva sobre a economia é determinante em qualquer parte do mundo. Prova disso é que apenas um dos países integrantes do G20 não produz automóvel: a Arábia Saudita.

O significado desse setor sobre os empregos é colossal e, no Brasil, a cadeia produtiva do automóvel absorve 1,5 milhão de empregos, número discreto comparado com 7,25 milhões dos Estados Unidos e os 12 milhões da Europa.

Por aqui, a estratégia do governo sobre o setor sempre gerou incongruências. Uma delas é a carga tributária que passa dos 30%, quase duas vezes maior do que a do Japão e mais de quatro vezes a norte-americana.

Embora os automóveis sejam vetores de tanta riqueza, a posição de abrangência desta atividade também faz com que o setor seja muito vulnerável às intempéries econômicas. E isto se agrava ainda mais com a oscilação da taxa de juros, já que a maior parte dos negócios acontece através de financiamentos.

vei5-divulgacao-grupo-fca-cleliotomazO revés da economia brasileira impôs mais um ano de queda na produção e, estimando os números de dezembro, teremos no mínimo 13% de perdas na produção. Somando nacionais e importados, estima-se que o número de veículos e comerciais leves vendidos por aqui ficará perto de 1,9 milhão.

O resultado ruim traz consequências sociais inestimáveis. A grande redução de postos de trabalho no setor provavelmente não irá recuperar os patamares pré-crise.

As tecnologias de produção se desenvolvem rapidamente e os produtos são projetados para favorecerem os processos industriais, sendo assim, podemos concluir que cada projeto novo demandará menos energia e menos mão de obra.

vei6-divulgacao-grupo-fca-cleliotomazOs investimentos das empresas não param e, em meio a toda confusão, as montadoras tiveram êxito em incorporar soluções mecânicas atuais com propulsores mais eficientes, dando um passo importante.

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Fotos: Divulgação / Grupo FCA / ClelioTomaz

Entre as inúmeras oportunidades de aprendizado, esse momento difícil coloca em xeque as engessadas relações trabalhistas e evidencia a necessidade de uma gestão pública menos intervencionista e que se volte para itens como educação, produtividade e infraestrutura.

Estados Unidos – Nos EUA, o desempenho da indústria automotiva foi positivo pelo terceiro ano consecutivo, com 17,4 milhões de unidades vendidas, superando por pouco os números de 2015. Apresenta, no entanto, um nítido sinal de estabilização pela frente com anúncios de lay off por parte de grandes empresas, já no início do ano.

Um indicador utilizado para prever o crescimento do mercado americano é a venda de imóveis residenciais que, até setembro, apresentou uma queda de 7,6%. Um motivo adicional para que o crescimento das vendas de automóveis não seja significativo.

No próximo ano ainda existe a incerteza com relação às estratégias do novo presidente tanto no setor industrial quanto na política ambiental.

Os fabricantes americanos têm sobre si regulamentações ambientais cada vez mais severas e, por outro lado, uma elevada participação de camionetes médias no mercado, notoriamente produtos mais pesados e mais difíceis para a gestão das emissões.

Dessa forma se eleva a pressão sobre o Congresso e, um governo predominantemente republicano, pode se tornar mais receptivo aos pedidos de afrouxamento das exigências.

Outra situação interessante, e que traz alguma incerteza, paira sobre o carro elétrico que custa mais que os convencionais e exige incentivos governamentais para a sua introdução. Sem a participação do governo, ele não evolui.

Na Europa, o crescimento foi de 6%

Na Europa, também em um ciclo de três anos de crescimento, o fechamento de 6% de elevação das vendas é um ótimo resultado, principalmente considerando a entrada de carros americanos e asiáticos na região.

O escândalo das emissões de setembro de 2015, afrontado em 2016, representou uma grande ameaça a um dos gigantes do setor, a Volkswagen (juntamente com a Audi, Skoda e Seat).

A crise foi superada através de uma série de mudanças no quadro gerencial e de uma rápida reorganização das áreas afetadas. Os números indicam que a credibilidade do grupo alemão foi resgatada com um aumento de 6,3% nas vendas na Europa (cresceu também nos EUA).

O mercado europeu também mostrou este ano um relativo declínio da motorização diesel. A queda não é grande, mas representa uma tendência já observada desde 2011 sobre os carros pequenos e compactos com estes motores, se mantendo hoje sobre os veículos maiores.

Também no velho mundo os indicadores apontam para certa estabilização no próximo ano, principalmente influenciada pelas eleições, pelo referendum na Itália e pelo Brexit.

Estamos em um momento da história em que se fala de uma verdadeira revolução da mobilidade com mudanças da base energética e na gradativa robotização dos veículos. Curiosamente, o Brasil aparece aí como mero espectador, dirigido por um governo de transição que tem o desafio de implementar, em um curto prazo, mudanças gigantescas sob uma forte tempestade.

O ano que se inicia trará mais incertezas no cenário internacional com o novo governo americano e as eleições europeias.

Estamos vivendo um momento único que definirá nossa posição futura e nem todos se deram conta disso.

*Colaborador

Emplacamentos de veículos crescem em dezembro, mas acumulado de 2016 fecha em queda

Da Redação

De acordo com o levantamento realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos) apresentaram queda acumulada de 20,29% em 2016, no comparativo com 2015.

Ao todo, foram emplacadas 3.174.625 unidades em 2016, ante as 3.982.765 registradas no ano anterior.

Na comparação entre dezembro e novembro de 2016, o mercado automotivo apresentou alta de 14,32%. Foram emplacadas 298.917 unidades em dezembro, contra 261.479 em novembro. Já em relação a dezembro de 2015 (370.939 unidades), houve retração de 19,42%.

Conforme os dados apresentados pela entidade, os segmentos de automóveis e comerciais leves também apresentaram queda no acumulado do ano, com uma redução de 19,80% sobre o ano anterior, confirmando as projeções indicadas pela Fenabrave.

Ao todo, foram emplacadas 1.986.389 unidades em 2016, contra 2.476.823 em 2015. Já no mês de dezembro (199.024 unidades) houve crescimento de 14,66% para os segmentos, se comparados ao mês de novembro (173.574 unidades). Com relação a dezembro de 2015 (220.590 unidades), o resultado aponta uma baixa de 9,78%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mês de dezembro, tradicionalmente, apresenta um volume de vendas maior que os meses anteriores. “O resultado positivo em dezembro, que teve 22 dias úteis, foi reflexo de dois dias a mais de vendas em relação ao mês de novembro. Além disso, as promoções que foram oferecidas e o incremento do 13º salário no orçamento das famílias contribuíram para o resultado positivo do último mês de 2016 “, explicou.

O presidente da entidade avaliou o ano de 2016 como “o pior da história da Distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos”. Segundo Assumpção Júnior, “este foi um dos setores da economia que mais sofreu com a crise econômica e política do País. O mercado retroagiu a volumes equivalentes aos anos de 2005 e 2006. Este resultado deve-se a fatores já comentados ao longo do ano passado, como a queda acentuada do PIB, incertezas geradas pela política, desemprego, baixo índice de confiança do consumidor e de investidores, entre outros”, argumentou Assumpção Júnior.

Segundo o presidente da entidade, as incertezas nos cenários político e econômico, presentes em 2016, afetaram, diretamente, a concessão de crédito, fundamental para a Distribuição Automotiva. “Dificuldades como essas, agregadas ao baixo índice de confiança, fizeram com que as famílias e as empresas se retraíssem em relação ao consumo, retardando a tomada de decisão para a compra de veículos novos”, completou Assumpção Júnior.

Previsões para 2017

Com base nos estudos realizados pela Fenabrave, o setor como um todo deverá apresentar crescimento moderado em 2017, chegando a 3,11% para todos os segmentos somados.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, a expectativa é de alta de 2,4% sobre os resultados.

Já para caminhões e ônibus, a Fenabrave projeta crescimento de 3,15%, sendo 2,8% para caminhões, 4,40% para ônibus e 7,08% para implementos rodoviários.

O segmento de motocicletas, que vem sofrendo sucessivas quedas desde a crise de 2008, deverá apresentar alta estimada em 4,04%.

Para tratores e máquinas agrícolas, a previsão é chegar a um crescimento de 13,5% em 2017, reforçado pelos bons resultados do agronegócio no País.

Imagem: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Sexta geração do Chevrolet Camaro chega ao País

José Oswaldo Costa   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 30/12/2016)

vei1-divulgacao-general-motors-do-brasilDe acordo com a General Motors, desde que o Chevrolet Camaro foi lançado no Brasil, em 2010, já emplacou mais de 5 mil unidades. Agora, o esportivo chega ao Brasil, em sua sexta geração, trazendo várias mudanças.

O Camaro 2017 está, entre outras mudanças, menor: comprimento – 4,78 metros (eram 4,84 metros); largura – 1,89 metro (era 1,92 metro); altura – 1,34 metro (era 1,37 metro) e entre-eixos – 2,81 metros (eram 2,85 metros).

Estruturalmente, o novo Camaro está 28% mais rígido e 83 kg mais leve graças, segundo a Chevrolet, ao uso abundante de materiais nobres, como o aço de alta resistência e o alumínio. A montadora informa que o sistema de suspensão está 12 kg mais leve.

O conjunto dianteiro passa a ser multi-link McPherson com geometria específica, barra estabilizadora e pivô duplo. O traseiro é do tipo independente com cinco braços.

O Camaro de 6ª geração passa a contar com o sistema Drive ModeSelector que oferece quatro modos de condução (Passeio, Esportivo, Neve e Pista). Através dele, são configurados diversos parâmetros do veículo, desde a sensibilidade do pedal de acelerador e do volante, passando pelo mapeamento da transmissão até a cor do ambiente da cabine.

vei3-divulgacao-general-motors-do-brasilNo modo “Passeio”, por exemplo, a iluminação fica azul clara. Passando para o modo “Pista”, a iluminação muda para o vermelho.

O motor permanece sendo um 6.2 V8, porém, totalmente novo. Ele apresenta sistema de injeção direta de combustível e comando de válvulas continuamente variável, que aumenta a oferta de torque e potência dentro da faixa de rotação do motor.

Em relação à potência, o novo propulsor rende até 461 cv, conta os 406 cv da geração anterior. O torque passou de 55,9 kgfm, a 4.400 rpm, para 62,9 kgfm.  O esportivo recebeu, também, sistema de vetorização de torque. Ele utiliza recursos do controle eletrônico de estabilidade para a máxima performance do carro em curvas, possibilitando que as rodas recebam quantidade distinta de torque, na medida exata para a otimização da tração.

Além dos ganhos de potência e torque a GM alega que o modelo está até 20% mais econômico. A tração é traseira.

Esse propulsor é equipado com a nova geração do sistema AFM (Active Fuel Management) de desligamento dos cilindros. Quando não está sendo exigido, como em velocidades de cruzeiro em uma viagem tranquila, o sistema de gerenciamento do motor desativa metade dos cilindros para economizar combustível.

vei2-divulgacao-general-motors-do-brasilOutra novidade no powertrain é a transmissão automática. Na antiga geração, era de 6 marchas.

Agora passa a ser de 8 marchas trazendo, ainda, a possibilidade de trocas manuais por meio de “borboletas” atrás do volante (paddle shifts).

Os freios são de alta performance da marca Brembo, trazendo discos ventilados de 345 mm na dianteira e 338 mm na traseira, todos com pinças de quatro pistões. Também está presentes a assistência antiblocante (ABS), distribuição da força de frenagem (EBD) e a frenagem de urgência (PBA).

camaro-10Os pneus, peças fundamentais que colocam o veículo em contato com o solo, também foram alterados. Na geração anterior eram 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR 20 na traseira. Agora, passam a ser 245/40 ZR 20 e 275/35 ZR20, respectivamente. As rodas permanecem sendo de alumínio e com o tamanho de 20 polegadas.

Destaque externo para os faróis, que passam a contar com lâmpada de xenônio e luz diurna de LED. As lanternas traseiras também ganharam assinatura em LED e, a versão SS, novo aerofólio. Esse último passa a ser suspenso, com três pontos de fixação. O downforce traseiro foi elevado em 50% com essa alteração, de acordo com a Chevrolet.

Enquanto a carroceria cupê ganha teto solar elétrico como equipamento de série, a conversível passa a oferecer capota com acionamento retrátil completamente automático. A operação pode ser feita através de comando na chave ou por botão no console, em velocidades de até 50 km/h.

Interior também passou por alterações

Com tantas mudanças, o interior do Camaro não poderia passar em branco. O painel foi completamente modificado. No quadro de instrumentos, entre os tradicionais mostradores do velocímetro e conta-giros, está presente a nova tela de alta definição (8 polegadas) configurável.

vei5-divulgacao-general-motors-do-brasilEla pode exibir informações adicionais de performance, navegação, multimídia e do computador de bordo.

Na parte central do painel, acima das saídas de ar em formato redondo, está alojada outra tela (também de 8 polegadas) sensível ao toque. Ela exibe informações do sistema multimídia (MyLink), com Android Auto e Apple CarPlay, comando de voz e sistema de navegação com mapas em 3D.

Os comandos do sistema de ar-condicionado, de duas zonas, foram incorporados às molduras das saídas de ventilação centrais. O sistema de freio de mão passa a ter acionamento elétrico.

É uma pena que as alterações feitas tenham “banido” os belos e nostálgicos mostradores que ficavam alojados à frente da alavanca de câmbio, fornecendo informações da pressão do óleo, da temperatura do óleo, temperatura do motor e da bateria. Um charme que deveria ter sido mantido.

vei6-divulgacao-general-motors-do-brasilOs bancos dianteiros ganharam sistema de ventilação interno e ajuste elétrico com três posições de memória, incluindo os retrovisores externos. O volante foi redesenhado, adotando a base reta e trazendo aquecimento.

A partida do motor pode ser feita remotamente (através da chave) ou por meio de botão no painel. Outras novidades são o carregador para celular do tipo wireless, o sistema de som da marca Bose, os 8 airbags, os alertas para movimentação na traseira e de ponto cego, além dos alertas de pressão e temperatura dos pneus.

O novo Chevrolet Camaro chega às concessionárias da marca no primeiro trimestre de 2017 nas versões cupê e conversível. Os preços ainda não foram oficialmente divulgados pela assessoria de imprensa da GM.

camaro-1Porém, no site da Chevrolet, o cupê aparece com preço a partir de R$ 305 mil e, o conversível, a partir de R$ 338 mil. A série especial Fifty, comemorativa aos 50 anos do modelo (fotos dessa matéria e limitada a 100 unidades no Brasil), terá o preço sugerido de R$ 297 mil, de acordo com informações dos bastidores. No site, o Camaro Fifty não tem o preço divulgado.

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Fotos: Divulgação / General Motors do Brasil

Kawasaki inicia pré-venda da Ninja H2

Da Redação

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Kawasaki Ninja H2

A Kawasaki dá o start para a pré-venda dos modelos Ninja H2, Ninja H2 Carbon e Ninja H2R, através da rede de Concessionárias Autorizadas Kawasaki em todo o Brasil.

Diferentemente do formato adotado nos anos anteriores, as novas H2, H2 Carbon e H2R serão comercializadas exclusivamente sob encomenda, com prazo para produção no Japão, importação e entrega no Brasil em até seis meses após a efetivação do pedido.

O destaque é para a Ninja H2 Carbon, edição limitada a somente 120 unidades em 2017. Baseada na Ninja H2, a versão Carbon terá carenagem frontal em fibra de carbono similar à da Ninja H2R, uma pintura especial e uma placa com número de série.

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Kawasaki Ninja H2 Carbon

Os três modelos tornaram-se objetos de desejo desde que foram apresentados em outubro no Salão Intermot na Alemanha. Agora no Brasil, está no ar um hotsite exclusivo, com informações e um formulário de contato para iniciar o processo de pré-venda.
A Concessionária Autorizada Kawasaki mais próxima formalizará a reserva e fará o acompanhamento do pedido até a entrega ao cliente.

Lançada pela Kawasaki no Brasil em 2015, a Ninja H2 foi eleita a Moto do Ano pela revista Duas Rodas, além de receber vários outros prêmios internacionais.

Saiba mais em: http://www.kawasakibrasil.com/lancamento/

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Kawasaki Ninja H2R

Fotos: Divulgação / Kawasaki

Preço público sugerido:

Ninja H2 – Modelo 2018 – R$154 mil

Ninja H2 Carbon – Modelo 2017 – R$164 mil

Ninja H2R – Modelo 2018 – R$357 mil

Prazo final para as pré-reservas: 22/02/2017